A Transformação Digital na saúde está revolucionando a maneira como empresas, profissionais e pacientes se relacionam com a medicina, com o impacto de pelo menos 7 principais tendências em novas tecnologias. Nesse novo contexto, a manutenção do corpo humano e a indústria da saúde só têm a ganhar.

Graças às tecnologias emergentes, os pacientes poderão receber tratamentos ágeis e avançados com ferramentas de realidade virtual, dispositivos médicos vestíveis, telemedicina e tecnologia móvel 5G. Os médicos, por outro lado, podem agilizar seus fluxos de trabalho usando sistemas movidos por inteligência artificial.

A coleta e a extração de dados fornecidos pelas tecnologias digitais serão valiosas para compreender as necessidades e comportamentos dos usuários; os provedores de saúde, por sua vez, poderão analisar novas maneiras de agregar valor, construir lealdade e confiança. O impacto na medicina como um todo será positivo, com diagnósticos, tratamentos e resultados mais exatos e eficazes.

As 7 tecnologias que estão transformando a saúde

1. Telemedicina: depois do open banking, é a vez da “open health”

Quem não lembra da época em que era normal marcar uma consulta com o médico e esperar horas no hospital, no consultório ou na clínica? Depois de fazer os exames, ainda era preciso esperar até mesmo dias para obter os resultados e consultar novamente o médico.

A evolução da telemedicina é uma das tendências mais significativas e inovadoras no mercado de saúde, que está transformando a maneira como os pacientes interagem com os profissionais de saúde. Desde a busca de um médico até o agendamento de uma consulta virtual, por vídeo ou chamada de voz, as soluções de telemedicina permitem o acesso das pessoas aos profissionais de saúde sob demanda – ou seja, no momento que for mais conveniente para elas, de forma ágil e onde quer que estejam.

Em áreas remotas ou rurais, onde o acesso aos cuidados de saúde é ainda mais limitado, as consultas virtuais facilitam ainda mais a comunicação com os médicos. Pessoas que enfrentam desafios de mobilidade também podem usar a telemedicina para interagir com os profissionais de saúde.

A tecnologia de telessaúde também pode ser usada para gerenciar pacientes de alto risco e permitir o rastreamento das suas condições e atividades de forma remota, por meio de sensores corporais e dispositivos vestíveis.

Hoje cada resultado, exame ou testes de saúde são de propriedade da rede hospitalar, e não do paciente, e têm custos elevados. Mas a telemedicina deve mudar esse quadro: assim como o open banking surgiu para libertar os clientes dos bancos, em breve também as informações de saúde deverão pertencer aos pacientes.

Similarmente ao que ocorreu com as fintechs, os custos com atendimentos médicos também deverão cair por conta do surgimento de empresas de healthcare nativas digitais.

2. Big Data

A saúde é um dos setores mais promissores para a aplicação da análise massiva de dados, ajudando a prevenir doenças evitáveis, melhorar a qualidade de vida, reduzir custos de tratamentos e prever surtos de epidemias.

Com Big Data é mais fácil não apenas coletar dados essenciais de saúde, mas também convertê-los em percepções valiosas: com insights baseados em dados, é possível prever e resolver um problema de saúde antes que ele fique grave, e assim salvar vidas.

Outros benefícios do Big Data na saúde:

  • Menos erros de medicação: Por meio da análise do histórico do paciente, o software pode sinalizar quaisquer inconsistências entre seu estado de saúde e as prescrições de medicamentos, alertando médicos quando há risco potencial de erro.
  • Medicamentos sob demanda: As maiores vantagens do Big Data para a indústria farmacêutica são a inteligência de mercado e a análise preditiva, que ajudam a determinar a fabricação dos medicamentos e os orçamentos com base na demanda existente e futura.

3. Internet das coisas (IoT)

Outra tendência da Transformação Digital na área de saúde são as tecnologias que coletam dados físicos. Com a IoT é possível monitorar o estado do paciente continuamente e tomar as devidas providências por meio de dispositivos vestíveis (wearables) ou remotos, que colhem e enviam dados de saúde do paciente continuamente para a nuvem.

Por exemplo, se o batimento cardíaco de uma pessoa aumenta de forma repentina, o sistema envia uma notificação em tempo real ao médico, que pode então tomar medidas para diminuir a frequência e salvar o paciente.

Alguns dos dispositivos mais comuns de IoT na saúde são:

  • Sensores de frequência cardíaca.
  • Rastreadores de exercícios.
  • Medidores de suor (usados por diabéticos para monitorar os níveis de açúcar no sangue).
  • Oxímetros (usado por pacientes com doenças respiratórias para monitorar a quantidade de oxigênio transportado no sangue).

De acordo com um relatório recente, o mercado de dispositivos médicos vestíveis deve chegar a mais de US $ 27 milhões até 2023, um salto de quase US $ 8 milhões em relação a 2017.

4. Realidade Virtual (VR)

O setor de saúde está adotando a Realidade Virtual para oferecer cuidados que vão além das medicações aos pacientes, propiciando experiências virtuais curativas e que aumentam a qualidade de vida. Por exemplo, uma pessoa com câncer de pele em tratamento de quimioterapia costuma passar o tempo da sessão (digamos, cerca de 4 horas) olhando o smartphone, lendo livros, conversando ou assistindo TV.

Agora, com a VR, é possível escolher um ambiente de interação que seja uma experiência muito similar à vida real. No caso do paciente com câncer de pele, ele pode simular “ir à praia e tomar sol” sem qualquer perigo, além de ocupar o tempo do tratamento com uma experiência que é mais estimulante e proveitosa.

A Realidade Virtual também é útil na saúde para:

  • Reduzir a dor ou até substituir anestésicos em procedimentos invasivos, como cirurgias.
  • Acelerar a recuperação em fisioterapia.
  • Para tratar derrames e efeitos motores de AVCs.
  • Tratar com eficiência a dor crônica no lugar de medicamentos opióides.
  • Tratar alguns transtornos mentais, como a ansiedade e o estresse pós-traumático.

O mercado de Realidade Virtual em Saúde deve continuar a crescer nos próximos anos, movimentando um mercado de US $ 7 bilhões em 2026.

GlobeNewsWire

5. Inteligência Artificial (IA)

Um exemplo importante de aplicação da IA na saúde é na pesquisa e produção de vacinas: os pesquisadores não conseguem testar manualmente cada uma das centenas de milhares de moléculas existentes. Porém, sem testar cada uma das moléculas, não é possível determinar qual delas seria a mais relevante para o combate de uma doença específica. É por isso que os processos de produção de vacinas ainda são tão complexos e relativamente longos.

Usando IA, é possível alimentar parâmetros e fazer a sua comparação com cada molécula. Além da rapidez, o sistema de IA continua aprendendo com os dados gerados e, assim, pode descobrir os compostos moleculares mais adequados para combater doenças endêmicas.

Prevenir doenças também é mais eficiente com a tecnologia de IA. O Deep Mind Health do Google, por exemplo, já é usado em hospitais para pesquisar enormes conjuntos de dados relacionados aos sintomas, acelerando o atendimento e o auxílio médico como um todo. Além disso, o sistema alerta os médicos quando a saúde de um paciente piora e prevê possibilidades de recuperação/agravamento de doenças.

Na oncologia, a IA é utilizada para analisar milhares de imagens de vários tipos de câncer e fornecer diagnósticos altamente precisos, prevendo as melhores combinações possíveis de tratamentos e drogas anticâncer. Na área de diagnóstico por imagem, essa tecnologia ajuda a identificar detalhes fora do padrão normal da topografia humana e que escapam ao olho humano.

O mercado de ferramentas movidas a IA para saúde deve exceder US $ 34 bilhões até 2025, o que significa que essa tecnologia deve influenciar quase todas as áreas da indústria do setor.

6. Alexa

Nem todo mundo sabe que a Alexa possui habilidades tecnológicas específicas na área da saúde e pode ser um incrível assistente médico pessoal. As assistentes virtuais fazem parte das novas tendências no setor de saúde para auxiliar as pessoas a enfrentar o isolamento, os tratamentos e até as doenças terminais.

A assistente da Amazon pode ser utilizada para a comunicação e autogerenciamento de pacientes internados, seja para o entretenimento ou para acionar os profissionais de saúde pelo smartphone. Especialistas também acreditam que essa tecnologia pode ajudar a eliminar a solidão dos pacientes.

Outros casos de uso da Alexa em saúde:

A Amazon já faz grandes aquisições no setor da saúde e incluiu na Alexa diversas habilidades:

  • Gerenciar as condições de diabetes de forma eficaz.
  • Auxiliar idosos a cumprirem os horários de ingestão de medicamentos.
  • Ajudar no controle da pressão arterial.
  • Tem habilidade de primeiros-socorros.
  • Traz informações em tempo real sobre o itinerário do hospital.
  • Oferecer dicas de saúde para ter um estilo de vida mais saudável.
  • Tem sugestões de diagnóstico e informações críticas relacionadas à saúde.
  • Pode ser programada para ajudar com problemas de pessoas com Parkinson, como esquecimento, irritabilidade e inquietação e comportamentos repetitivos.

Há alguns anos, a Amazon vem explorando diversas tecnologias de saúde em telemedicina, cadeia de suprimentos farmacêuticos e registros médicos eletrônicos. Por isso, a Alexa tem ainda uma expertise voltada à classe médica, um serviço baseado em nuvem que ajuda a extrair dados de pacientes de prontuários eletrônicos.

7. Blockchain

Há anos as autoridades de saúde e especialistas vêm tentando encontrar soluções para o problema de manter os históricos dos pacientes em segurança. A tecnologia blockchain desponta hoje como uma das 7 tendências principais em saúde, como ferramenta eficaz na prevenção de violações de dados, melhorando a gestão e a preservação segura dos registros médicos, além de cortar custos.

Um prontuário eletrônico (Electronic Health Record – EHR) é basicamente a versão digital de um prontuário físico e inclui informações como histórico médico, diagnósticos e tratamentos, datas de imunização e resultados de exames. Ele também contém dados como tipo sanguíneo, endereço residencial, planos de saúde, local de trabalho e informações financeiras, como números de cartão de crédito – e isso é o que torna hoje os EHRs um alvo tão atraente para os hackers, que hoje vendem estes documentos na deep web.

Com blockchain, os dados médicos são registrados em formatos não estruturados e distribuídos por vários sistemas EHR, evitando erros como registros duplicados, diagnósticos incorretos, atrasos nos tratamentos e até mortes.

A tecnologia blockchain pode ainda gerenciar com segurança as transações entre pacientes, planos de saúde e seguradoras. Graças à sua rede descentralizada e sem intermediação, o blockchain registra simultaneamente todas as transações, e as informações conflitantes são detectadas automaticamente.

Assim como na telemedicina, no futuro próximo os pacientes terão o controle de seus prontuários digitais tal como já gerenciam seus dados bancários: a partir de um aplicativo, onde médicos, farmacêuticos, planos ou operadoras de saúde vão solicitar permissão para acessar suas informações e as transações serão registradas com criptografia.

Os investimentos dos mercados de saúde e farmacêutico em blockchain devem chegar a US $ 890,5 milhões em 2023.

Saúde na palma da mão: a revolução do 5G

Sabe aquela situação desagradável que acontece quando você está assistindo a um vídeo por streaming e ele “congela” temporariamente? Isso se chama “buffering” e ocorre para baixar mais partes do conteúdo até que o restante do vídeo volte a ser reproduzido. Com a chegada do 5G, o buffering será coisa do passado, permitindo streaming, download e upload instantâneos.

Para a telemedicina, isso significa que os pacientes terão mais qualidade de transmissão nas videoconferências, independentemente do local onde estejam. Além disso, os médicos terão acesso a imagens precisas e em tempo real de órgãos, tecidos moles e ossos, o que, por sua vez, diminuirá muito o risco de diagnósticos incorretos.

A partir da instalação das redes 5G, o processo de transmissão de grandes arquivos de imagem, como exames de tomografia ou ressonância magnética, levará apenas alguns minutos. E isso não é nem mesmo uma fração de como o 5G pode transformar a saúde.

Apresentado pela Qualcomm, o maior fornecedor mundial de chips móveis, a Banda Larga Móvel 5G aprimorada (enhanced Mobile Broadband – eMBB) é considerada como a maior inovação da revolução da indústria mobile.

A tecnologia pode ser executada até 100 vezes mais rápido do que as conexões atuais, o que já deixa os especialistas do setor confiantes de que o 5G mudará completamente o cenário da saúde e levará a uma economia de até US $ 650 bilhões até 2025.

Alguns exemplos práticos de uso do 5G na saúde:

  • Os médicos poderão usar conexões ultraconfiáveis para imergir em ambientes virtuais e realizar cirurgias robóticas.
  • O 5G pode apoiar o treinamento médico, permitindo que os alunos usem fones de ouvido de Realidade Virtual para praticar cirurgias complexas em seu próprio ritmo.
  • Drones habilitados para 5G podem fornecer medicamentos ou dispositivos, como desfibriladores cardíacos, que salvam vidas de pacientes localizados em áreas rurais ou de difícil acesso.
  • Através de dispositivos vestíveis, o monitoramento remoto deve atingir todo o seu potencial: os médicos serão capazes de coletar instantaneamente dados como sinais vitais ou níveis de atividade física de grandes grupos de pacientes e de fontes distintas para fazer diagnósticos rápidos e confiáveis. Isso significa que haverá menos doenças crônicas e menos gastos com o cuidado de pacientes em hospitais ou em salas de emergência.

As oportunidades do mercado de saúde são enormes, justamente porque este é um dos setores mais atrasados em Transformação Digital: apenas 7% das empresas farmacêuticas e de healthcare se tornaram digitais, em comparação com 15% das empresas de outros setores.

+ Tendência: Saúde digital sob demanda

As tecnologias e a revolução digital também trouxeram a necessidade de assistência médica sob demanda: a chamada saúde digital. Os pacientes desejam fazer a consulta médica em seus próprios horários, enquanto os profissionais de saúde buscam ter mais flexibilidade na prestação de serviços.

Uma das principais tendências de serviços de apoio à saúde impulsionadas pela Transformação Digital é a contratação e o atendimento sob demanda, semelhante ao modelo Uber/Airbnb: os profissionais de vários setores de saúde fazem contratos por trabalho realizado, em vez de ficarem ligados a uma empresa; já os clientes buscam os especialistas em aplicativos conforme sua necessidade.

De acordo com o este estudo do DMN3, as buscas dos consumidores por informações médicas na internet são ligadas aos seguintes motivos:

  • 47% pesquisam por médicos
  • 38% pesquisam hospitais e instalações médicas
  • 77% querem marcar consultas médicas

A coleta e a extração de dados fornecidos pelas tecnologias digitais serão valiosas para compreender as necessidades e comportamentos dos usuários; os provedores de saúde, por sua vez, poderão analisar novas maneiras de agregar valor, construir lealdade e confiança. O impacto da Transformação Digital na saúde e na medicina como um todo será positivo, com diagnósticos, tratamentos e resultados mais exatos, acessíveis e eficazes.

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