O comércio eletrônico brasileiro deve movimentar R$ 259,8 bilhões em 2026, com 438,9 milhões de pedidos projetados, segundo levantamento da ABIACOM. Volumes concentrados em datas específicas colocam pressão sobre a infraestrutura, e é nesses momentos que a forma de distribuir o tráfego entre servidores decide se a operação aguenta ou sai do ar.
Esse é o trabalho do balanceador de carga. Como ele recebe as requisições e as encaminha para os servidores disponíveis, ele permite que a capacidade cresça somando máquinas, em vez de depender de uma única máquina cada vez maior.
Vale dizer que o papel dele vai além da capacidade. Como ele verifica se cada destino está saudável antes de enviar tráfego, ele também é a peça que sustenta publicações sem indisponibilidade e a continuidade quando um servidor falha.
Neste guia, você vai ver o que é um balanceador de carga, como funciona o serviço da AWS, os tipos disponíveis, o papel em disponibilidade, os cuidados de configuração e como funciona o custo. Acompanhe:
O que é um balanceador de carga?
Balanceador de carga é o componente que recebe as requisições que chegam a uma aplicação e as distribui entre vários servidores, verificando antes se cada destino está apto a responder. Quatro funções compõem o papel:
- Distribuição: espalhar as requisições entre os servidores disponíveis, conforme a regra configurada.
- Verificação de integridade: testar periodicamente cada destino e retirar da rotação o que falhar.
- Ponto único de entrada: concentrar o endereço público, com os servidores em rede privada.
- Encerramento de conexão segura: tratar o certificado em um lugar só, aliviando os servidores.
A segunda função é a que transforma o componente em peça de disponibilidade. Como um servidor com problema deixa de receber tráfego automaticamente, a falha de uma máquina passa a ser um evento de operação, e não uma interrupção percebida pelo cliente.
Quais são os tipos de balanceador na AWS?
O serviço oferece tipos diferentes conforme a camada de rede em que atuam e o tipo de tráfego. O quadro resume:
| Tipo | Atua em | Melhor quando |
|---|---|---|
| De aplicação | Camada de aplicação, com leitura de rota e cabeçalho | Aplicações web e interfaces de programação |
| De rede | Camada de transporte, com alto desempenho | Volume muito alto e latência mínima |
| De gateway | Tráfego direcionado a dispositivos de segurança | Inspeção por ferramentas de terceiros |
O primeiro tipo cobre a maior parte dos casos corporativos. Como ele entende o caminho da requisição, ele permite direcionar partes diferentes da aplicação para grupos distintos de servidores, o que viabiliza arquiteturas com serviços separados sem expor cada um deles.
Como o balanceador sustenta a disponibilidade?
Ele participa de três mecanismos que mantêm a aplicação no ar quando algo falha ou quando uma nova versão é publicada. Vale conhecer os três:
- Distribuição entre zonas: servidores em locais físicos distintos, com tráfego equilibrado entre eles.
- Retirada automática: destino que falha na verificação deixa de receber requisições.
- Publicação gradual: nova versão recebe parte do tráfego antes de substituir a anterior.
O terceiro mecanismo é o que permite publicar sem indisponibilidade percebida. Como é possível subir servidores com a versão nova, direcionar parte do tráfego e completar a troca apenas se tudo responder bem, a publicação deixa de exigir janela noturna, assunto conectado ao texto sobre Amazon EC2.
Quais os cuidados de configuração?
Quatro configurações explicam a maior parte dos problemas atribuídos ao balanceador. Vale revisá-las em qualquer ambiente:
- Verificação de integridade rasa: testar apenas se o servidor responde, sem checar dependências da aplicação.
- Tempo de espera desalinhado: limites diferentes entre balanceador e aplicação, que geram erros intermitentes.
- Sessão presa a um servidor: aplicação que guarda estado localmente limita a distribuição.
- Origem exposta: servidores acessíveis diretamente, ignorando a camada de entrada.
O primeiro item costuma enganar times durante incidentes. Como um servidor pode responder à verificação enquanto o banco de dados está inacessível, criar um endereço de verificação que exercite as dependências principais é o que torna o mecanismo confiável, prática também tratada no material sobre observabilidade.
Como funciona o custo?
A cobrança combina tempo em que o balanceador fica ativo com volume de tráfego processado, sem taxa de instalação. Três pontos ajudam a dimensionar:
- Cobrança por hora: vale enquanto o recurso existir, mesmo com pouco tráfego.
- Volume processado: acompanha conexões, dados transferidos e requisições.
- Ambientes paralelos: cada ambiente com balanceador próprio soma custo fixo.
O terceiro ponto é a origem mais comum de desperdício. Como ambientes de teste e homologação costumam manter balanceadores ativos o tempo todo, desligá-los fora do horário de uso reduz custo sem efeito na operação, prática descrita no texto sobre gerenciamento de cloud.
Qual a importância desse componente para a minha empresa?
Para a empresa, o balanceador é o que permite crescer somando servidores e publicar sem parar a operação, dois requisitos de qualquer sistema que atende cliente. Quatro efeitos aparecem com frequência:
- Capacidade elástica: picos atendidos com mais servidores, sem trocar a máquina principal.
- Tolerância a falha: a queda de um servidor deixa de interromper o atendimento.
- Publicação sem janela: novas versões entram durante o horário comercial.
- Segurança melhor: servidores em rede privada, com entrada única e controlada.
Vale registrar a contrapartida: como ele adiciona uma camada entre o cliente e a aplicação, configurações mal ajustadas aparecem como erro intermitente difícil de diagnosticar. É importante, então, alinhar tempos de espera e verificações desde o início, porque esse tipo de falha costuma ser atribuído à aplicação durante semanas antes de alguém olhar a camada de entrada.
Arquitetura em nuvem com a UDS
Como a configuração do balanceador se conecta a disponibilidade, publicação e custo, ela tende a render mais com um parceiro que opera ambientes AWS em produção. A UDS Tecnologia, com 23 anos de mercado e mais de 5.000 projetos entregues, é AWS Advanced Consulting Partner, mantém certificações ISO 27001, ISO 9001 e PCI DSS, com NPS 9.5 em 2026.
Esses projetos estão reunidos na página de cases, com ambientes de alto tráfego e operações que não podem parar. Para revisar a arquitetura de entrada da aplicação antes de uma data de pico, vale conversar com um especialista pela Consultoria Cloud da UDS.
Perguntas frequentes sobre o AWS ELB
Preciso de balanceador com apenas um servidor? Em produção, costuma valer a pena mesmo assim, porque ele permite acrescentar servidores sem mudar o endereço, trata o certificado em um lugar só e protege a origem. Em ambientes de teste, ele costuma ser dispensável.
Qual tipo escolher? O de aplicação atende a maior parte dos casos web e de interfaces de programação. O de rede faz sentido em volume muito alto com exigência de latência mínima, e o de gateway em cenários com inspeção por ferramentas de segurança.
O balanceador substitui a escala automática? Não. Ele distribui o tráfego entre os servidores existentes, enquanto a escala automática cria e remove servidores conforme a demanda. Os dois trabalham juntos: um decide quantos existem, o outro para onde cada requisição vai.
Como lidar com sessão de usuário? O ideal é a aplicação não guardar estado localmente, mantendo sessão em cache ou banco compartilhado. Quando isso não é possível, existe configuração que prende a sessão a um servidor, com a contrapartida de distribuição menos equilibrada.
O que é verificação de integridade? É o teste periódico que o balanceador faz em cada destino para decidir se envia tráfego. Ela deve exercitar as dependências principais da aplicação, e não apenas confirmar que o servidor está ligado.
Dá para usar com contêineres? Dá, e é o padrão em ambientes orquestrados, com registro automático dos destinos conforme eles sobem e descem. Essa integração é um dos motivos pelos quais o tipo de aplicação é o mais usado nesses cenários.
O balanceador protege contra ataques? Ele ajuda ao absorver tráfego e ao manter a origem fechada, e costuma ser combinado com filtros de requisição e proteção contra negação de serviço. Sozinho, não substitui uma estratégia de segurança completa.
Como publicar sem indisponibilidade? Subindo servidores com a versão nova, direcionando parte do tráfego para eles e completando a troca apenas depois da validação. O caminho de retorno precisa estar pronto para o caso de a nova versão apresentar problema.
Posso ter balanceador interno? Pode, para distribuir tráfego entre serviços dentro da própria rede privada, sem exposição à internet. Esse arranjo é comum em arquiteturas com serviços internos que se comunicam entre si.
Como saber se ele está bem configurado? Acompanhando erros por código de resposta, tempo de resposta e número de destinos saudáveis ao longo do dia. Variações nesses três indicadores costumam revelar problemas de verificação ou de tempo de espera antes que o cliente perceba.