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Cientista de dados: o que faz e quando contratar?

Entenda o que faz um cientista de dados, quais habilidades a função exige, quanto ganha no Brasil, como se tornar um e quando a empresa realmente precisa dele.

Poucas funções da área de tecnologia geram tanta dúvida quanto a de cientista de dados. O nome aparece em vagas e projetos de inteligência artificial, associado à previsão de demanda, análise de comportamento e automação de decisões. Para quem está avaliando contratar esse perfil, porém, a principal questão é entender qual problema o profissional consegue resolver e o que a empresa precisa ter estruturado antes de trazê-lo para o time.

Segundo o Portal Salário, que organiza dados do CAGED, o salário médio de um cientista de dados no Brasil é de R$ 11.019,71 por mês, com piso de R$ 7.385,04 e teto de R$ 18.981,20, em uma base de 1.683 profissionais admitidos e desligados em regime CLT entre julho de 2025 e junho de 2026. A distância entre piso e teto mostra que o mercado remunera contextos diferentes sob o mesmo título, considerando fatores como senioridade, setor, complexidade dos projetos e nível de autonomia.

Para a empresa, essa diferença também muda a decisão de contratação. Afinal, um perfil sênior pode ser necessário quando existe uma demanda complexa de modelagem e autonomia para conduzir projetos, enquanto um profissional mais júnior pode atuar melhor em uma equipe que já conta com liderança técnica e processos definidos. Antes de abrir uma vaga, portanto, vale entender o estágio dos dados, o problema de negócio e o nível de especialização realmente necessário.

Neste guia, você vai entender o que é um cientista de dados, o que ele faz, quais entregáveis costuma produzir, como essa função se diferencia de outros profissionais de dados, quanto ganha no Brasil, quais habilidades exige e quando faz sentido contratar esse perfil.

O que faz um cientista de dados?

Um cientista de dados combina estatística, programação, análise de dados e conhecimento de negócio para investigar problemas e construir modelos capazes de explicar padrões, fazer previsões ou apoiar decisões. O trabalho começa com uma pergunta de negócio, passa pela avaliação dos dados disponíveis e pode terminar em um modelo, experimento ou estudo analítico que será utilizado pela empresa.

Na prática, o profissional não passa o tempo todo desenvolvendo algoritmos. Uma parte importante do trabalho envolve:

  • Entender o problema;
  • Avaliar a qualidade dos dados;
  • Testar hipóteses;
  • Verificar se o resultado do modelo faz sentido para a operação.

Em um projeto de previsão de demanda, por exemplo, é necessário considerar histórico de vendas, sazonalidade, comportamento dos clientes e fatores que podem afetar a produção antes de definir qual abordagem estatística será utilizada.

Onde o cientista de dados atua na empresa?

O trabalho do cientista de dados no negócio costuma envolver diferentes áreas da empresa. Dependendo do projeto, o cientista de dados pode trabalhar em conjunto com:

  • Times de negócio: para entender o problema e definir o resultado esperado;
  • Analistas de dados: para explorar indicadores e informações históricas;
  • Engenheiros de dados: para acessar e preparar as fontes necessárias;
  • Engenheiros de machine learning ou software: quando o modelo precisa ser colocado em produção;
  • Lideranças: para transformar os resultados da análise em decisões.

Quais são os entregáveis mais comuns de um cientista de dados?

Os entregáveis variam conforme o objetivo do projeto, mas normalmente estão relacionados à previsão, classificação, segmentação, experimentação ou investigação de problemas de negócio. Entre os mais comuns estão:

  • Modelos preditivos: previsão de demanda, churn, inadimplência, risco ou outros eventos;
  • Modelos de classificação: identificação de clientes, transações ou situações que pertencem a determinadas categorias;
  • Modelos de segmentação: agrupamento de clientes, produtos ou operações com características semelhantes;
  • Estudos analíticos: análises desenvolvidas para responder perguntas específicas da empresa;
  • Experimentos e testes A/B: avaliação estatística do impacto de uma mudança;
  • Modelos de recomendação: identificação de produtos, conteúdos ou ofertas mais relevantes para cada perfil;
  • Documentação técnica: registro das premissas, métricas, limitações e resultados do modelo.

Um ponto importante para quem contrata é que o modelo não é necessariamente o produto final: o valor está em transformar o resultado técnico em uma aplicação útil para o negócio. Um modelo de churn, por exemplo, só gera impacto quando a empresa consegue utilizar a previsão para priorizar ações de retenção.

Cientista de dados é a mesma coisa que analista de dados?

As duas funções trabalham com dados, mas possuem focos, métodos e entregáveis diferentes. O analista de dados normalmente trabalha com informações históricas para acompanhar indicadores, identificar tendências e responder perguntas sobre o desempenho da empresa.

Já o cientista de dados pode avançar para problemas que envolvem previsão, classificação, experimentação e modelagem estatística. Na prática, os dois profissionais podem trabalhar juntos: o analista ajuda a entender o que aconteceu, enquanto o cientista pode investigar o que tende a acontecer ou qual cenário apresenta maior probabilidade de resultado. Veja em detalhes:

Critério Analista de dados Cientista de dados
Principal objetivo Entender o desempenho e explicar o que aconteceu Prever cenários e responder problemas mais complexos
Tipo de análise Descritiva e diagnóstica Preditiva e estatística
Perguntas comuns O que aconteceu? Onde está o desvio? O que pode acontecer? Qual cenário é mais provável?
Principais entregáveis Dashboards, relatórios e análises Modelos preditivos, segmentações e experimentos
Dados utilizados Dados estruturados e indicadores de negócio Grandes volumes de dados, históricos e variáveis para modelagem
Ferramentas SQL, Excel e ferramentas de BI Python ou R, SQL e bibliotecas de machine learning
Interação com o negócio Acompanha indicadores e apoia decisões Formula problemas e desenvolve modelos para apoiar decisões
Quando contratar Quando a empresa precisa organizar, acompanhar e interpretar seus indicadores Quando já existe uma base estruturada e a empresa precisa fazer previsões ou modelagens

Por isso, para decidir entre os dois perfis, o principal critério deve ser o problema que a empresa precisa resolver, e não apenas a tecnologia que pretende utilizar.

E qual a diferença para o engenheiro de dados?

O engenheiro de dados é responsável por construir e manter a estrutura que leva os dados das fontes de origem até os ambientes onde serão utilizados. Entre suas atividades estão ingestão, pipelines, integração de fontes, processamento e disponibilidade dos dados. Por sua vez, o cientista de dados utiliza essa estrutura para desenvolver análises e modelos. Por isso, os dois profissionais são complementares:

  • Engenharia de dados: garante que os dados estejam disponíveis e preparados;
  • Ciência de dados: utiliza esses dados para gerar modelos e análises mais avançadas.

Quando a engenharia de dados ainda não está estruturada, o cientista pode acabar dedicando uma parcela significativa do tempo à preparação manual das informações. Nesse cenário, fortalecer primeiro a base de dados pode gerar mais resultado do que contratar diretamente um perfil especializado em modelagem.

Quanto ganha um cientista de dados no Brasil?

Segundo o levantamento do Portal Salário com base no CAGED (que citamos no início deste artigo), o salário médio de um cientista de dados no Brasil é de R$ 11.019,71 por mês, com piso de R$ 7.385,04 e teto de R$ 18.981,20, considerando 1.683 profissionais contratados e desligados em regime CLT entre julho de 2025 e junho de 2026. Esses valores servem como referência para vínculos formais e podem variar conforme o contexto da contratação.

A remuneração depende de fatores como:

  • Senioridade e autonomia: profissionais capazes de conduzir projetos do problema inicial à implementação tendem a ocupar faixas mais altas;
  • Setor de atuação: segmentos com maior volume de dados ou impacto financeiro dos modelos podem ter faixas salariais diferentes;
  • Complexidade dos projetos: modelos utilizados em decisões críticas exigem maior especialização;
  • Localização e formato de trabalho: região, modelo remoto ou presencial e política de contratação também influenciam;
  • Conhecimento de negócio: experiência em um setor específico pode aumentar a capacidade de resolver problemas relevantes para a empresa.

Além da contratação CLT, o mercado utiliza modelos de alocação, prestação de serviços e projetos especializados. Por isso, salário e custo total de contratação não são necessariamente equivalentes.

Exemplos detalhados

Papel Foco do trabalho Entregável típico Ferramenta principal
Cientista de dados Estimar o que ainda não foi observado Modelo preditivo com premissas documentadas Python ou R
Analista de dados Explicar o que já aconteceu no período Painel de indicadores para a área de negócio SQL e ferramenta de BI
Engenheiro de dados Levar o dado da origem até o consumo Pipeline em produção, com dados confiáveis Plataforma de dados

Quais habilidades um cientista de dados precisa ter?

A função exige uma combinação de conhecimento técnico, capacidade analítica e entendimento do negócio. Para a empresa contratante, não basta avaliar quantas ferramentas o candidato conhece: é importante entender se ele consegue transformar uma questão empresarial em um problema analítico bem definido.

Entre as principais competências estão:

  • Estatística e probabilidade: para avaliar hipóteses, distribuições, amostras e resultados;
  • Programação em Python ou R: para tratamento de dados, análises e desenvolvimento de modelos;
  • SQL: para consultar, combinar e explorar bases relacionais;
  • Machine learning: para desenvolver modelos de previsão, classificação e outras aplicações;
  • Comunicação com o negócio: para explicar resultados, limitações e recomendações;
  • Conhecimento de engenharia de dados: para compreender pipelines, ambientes, versionamento e disponibilização dos modelos.

Para quem está contratando, uma boa avaliação deve considerar a combinação dessas competências com o problema que a empresa pretende resolver. Não existe um perfil ideal para todos os projetos: uma demanda de previsão de vendas pode exigir conhecimentos diferentes de um projeto de detecção de fraude ou recomendação.

Como contratar um cientista de dados?

A contratação de um cientista de dados deve começar pela definição do problema que o profissional precisa resolver, e não pela lista de tecnologias desejadas. Se a empresa ainda não consegue identificar quais profissionais, competências ou estrutura de dados são necessários, não é preciso começar pela abertura de uma vaga: uma avaliação especializada pode ajudar a entender o cenário atual, identificar gargalos e definir qual solução faz sentido antes de investir em uma contratação.

A UDS oferece consultoria especializada para apoiar empresas nessa etapa de diagnóstico, ajudando a avaliar necessidades, estrutura disponível e caminhos de implementação. A partir desse entendimento, a empresa pode decidir se precisa contratar um cientista de dados, estruturar primeiro a engenharia de dados, formar uma equipe especializada ou contar com profissionais externos.

Depois de definir essa necessidade, alguns pontos ajudam a estruturar a contratação:

Defina o problema de negócio

Em vez de procurar simplesmente um profissional que “trabalhe com IA”, estabeleça qual pergunta precisa ser respondida. Por exemplo:

  • Prever demanda para melhorar o planejamento de estoque;
  • Identificar risco de churn para priorizar ações de retenção;
  • Detectar transações suspeitas para apoiar prevenção a fraudes;
  • Segmentar clientes para personalizar campanhas;
  • Prever indicadores operacionais para apoiar o planejamento.

Quanto mais claro for o problema, mais fácil será definir o nível de experiência e as competências necessárias.

Avalie a maturidade dos dados

O profissional precisa ter acesso a dados históricos relevantes e confiáveis. Antes da contratação, verifique:

  • Quais fontes serão utilizadas;
  • Se existe histórico suficiente;
  • Quem é responsável pelos dados;
  • Com que frequência as informações são atualizadas;
  • Se existem divergências entre as fontes;
  • Como os dados podem ser acessados pelo time.

Se essas respostas ainda não estiverem claras, talvez o primeiro investimento deva ser em engenharia e organização dos dados, e não em ciência de dados.

Defina a senioridade necessária

Definir a senioridade necessária é essencial, pois um profissional júnior pode executar análises e modelos dentro de uma estrutura já estabelecida, enquanto um perfil sênior tende a ser mais adequado quando a empresa precisa de alguém capaz de formular o problema, escolher a abordagem, conversar com a liderança e conduzir o projeto com autonomia.

Por isso, a senioridade deve acompanhar a complexidade e o grau de independência esperado, e não apenas o tamanho da empresa.

Avalie a capacidade de traduzir dados em decisão

Durante o processo seletivo, vale apresentar um problema próximo da realidade da empresa e observar como o candidato estrutura o raciocínio. Mais importante do que escolher rapidamente um algoritmo é perceber se ele consegue:

  • Entender o objetivo do negócio;
  • Questionar a qualidade dos dados;
  • Estabelecer hipóteses;
  • Definir como medir o resultado;
  • Explicar limitações;
  • Transformar a análise em uma recomendação.

Como se tornar um cientista de dados?

Para quem está entrando na área, não existe um único caminho de formação. Profissionais chegam à ciência de dados a partir de cursos como estatística, matemática, computação, engenharia, economia e outras áreas quantitativas. Uma trajetória comum envolve quatro etapas:

1. Construa a base estatística e de programação

Comece pelos fundamentos de estatística e por uma linguagem de programação, normalmente Python. SQL também é importante para trabalhar diretamente com bases relacionais.

2. Pratique com dados reais

Bases didáticas costumam estar mais organizadas do que as encontradas no ambiente corporativo. Trabalhar com dados públicos e conjuntos imperfeitos ajuda a desenvolver habilidades de tratamento, investigação e validação.

3. Monte um portfólio de projetos

Um bom portfólio deve mostrar o problema, o raciocínio, as hipóteses, os métodos utilizados e os resultados, e não apenas o código.

4. Desenvolva conhecimento de negócio

À medida que a experiência aumenta, conhecer profundamente um setor pode se tornar um diferencial. O profissional que entende as regras e desafios de uma indústria consegue formular perguntas mais relevantes e conectar melhor o resultado do modelo às decisões da empresa.

Quando a empresa realmente precisa de um cientista de dados?

A contratação costuma fazer mais sentido quando a empresa já possui dados organizados, indicadores acompanhados e uma pergunta que exige análises além do diagnóstico do que já aconteceu.

Antes de contratar, observe se existem sinais de que o problema ainda está na estrutura dos dados:

  • Indicadores divergentes: áreas diferentes apresentam números distintos para a mesma informação;
  • Consolidação manual: relatórios importantes dependem de planilhas todos os meses;
  • Fontes sem responsáveis: não está claro quem mantém cada base;
  • Histórico insuficiente: não existe volume ou consistência de dados para construir modelos;
  • Baixa confiança: os usuários questionam constantemente a origem dos números.

Quando esses pontos já estão estruturados, o cientista de dados pode avançar para questões como:

  • Qual a probabilidade de um cliente cancelar?
  • Qual será a demanda no próximo trimestre?
  • Quais clientes têm maior propensão a comprar determinado produto?
  • Quais transações apresentam comportamento fora do padrão?
  • Qual estratégia tende a gerar melhor resultado?

Para estruturar essa evolução, vale consultar o guia de business intelligence para empresas, entender como construir uma cultura data driven e avaliar como escolher a arquitetura da plataforma de dados.

Ciência de dados com a UDS

A UDS Tecnologia, com 23 anos de mercado, atua em projetos de ciência de dados, engenharia de dados, arquitetura em nuvem e inteligência artificial aplicada ao negócio. É AWS Advanced Consulting Partner, mantém as certificações ISO 27001 e PCI DSS, alcançou NPS 9.5 em 2026 e foi reconhecida pelo Financial Times na edição de 2025.

Essa combinação de competências permite apoiar empresas que precisam estruturar dados, desenvolver soluções de inteligência artificial ou ampliar a capacidade técnica de seus times.

Um exemplo está no projeto de inteligência artificial conduzido para a Tramontina, em que a UDS desenvolveu um agente de inteligência artificial generativa treinado em documentação técnica de produtos para apoiar o time de vendas.

Para empresas que precisam formar ou ampliar equipes de tecnologia, também é possível conhecer o serviço de recrutamento de TI e a página institucional da UDS Tecnologia.

Perguntas frequentes sobre cientista de dados

Qual formação é exigida para ser cientista de dados?

Não existe uma graduação única obrigatória para atuar como cientista de dados. Profissionais da área podem ter formação em estatística, matemática, computação, engenharia, economia e outras áreas quantitativas.

Para empresas que estão contratando, mais importante do que o curso de graduação isoladamente é avaliar a combinação entre base quantitativa, programação, experiência prática e capacidade de resolver problemas de negócio.

Cientista de dados precisa saber programar?

Sim. Programação faz parte da rotina da função, principalmente em Python ou R, além de SQL para consultar e preparar dados.

Ferramentas de baixo código podem apoiar algumas tarefas, mas não substituem o conhecimento necessário para tratar dados, testar modelos, validar resultados e garantir que as análises sejam reproduzíveis.

Qual a diferença entre cientista de dados e analista de dados?

O analista de dados costuma trabalhar principalmente com indicadores, relatórios e análises sobre acontecimentos já registrados. O cientista de dados pode avançar para modelos estatísticos, previsões, classificações e experimentos.

As funções podem trabalhar juntas: o analista ajuda a explicar o que aconteceu, enquanto o cientista pode investigar o que tende a acontecer ou qual cenário apresenta maior probabilidade de resultado.

Qual a diferença entre cientista de dados e engenheiro de dados?

O engenheiro de dados constrói a estrutura que permite coletar, integrar, processar e disponibilizar os dados. O cientista de dados utiliza essas informações para desenvolver análises e modelos.

Por isso, são funções complementares e frequentemente trabalham no mesmo projeto.

Quanto ganha um cientista de dados?

Segundo o Portal Salário, o salário médio de um cientista de dados no Brasil é de R$ 11.019,71 por mês, com piso de R$ 7.385,04 e teto de R$ 18.981,20, considerando vínculos CLT entre julho de 2025 e junho de 2026. A remuneração pode variar conforme senioridade, setor, localização, modelo de contratação e complexidade dos projetos.

Vale a pena contratar um cientista de dados antes de ter dados organizados?

Na maioria dos casos, não é a melhor primeira etapa. Se os dados estão espalhados, apresentam divergências ou dependem de consolidação manual, o profissional pode acabar dedicando boa parte do tempo à preparação das informações.

Nessa situação, pode ser mais eficiente estruturar primeiro as fontes, integrações e pipelines. Com uma base mais confiável, o cientista de dados consegue concentrar seu trabalho na modelagem e nas perguntas de negócio que justificaram a contratação.

Gabriela Cerri

Analista de Inbound Marketing com foco em SEO, estratégia de conteúdo e geração de demanda. Atua na criação e otimização de conteúdos orientados a dados, conectando tráfego orgânico a oportunidades reais de negócio.

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