Uma das grandes tendências na governança empresarial é trocar as antigas hierarquias rígidas e centralizadas por outros modelos mais flexíveis, como a chamada gestão participativa.

A gestão participativa visa transformar funcionários de diferentes posições hierárquicas em parceiros no processo decisório e que, no caso do desenvolvimento de aplicativos, pode incluir até mesmo o cliente como um dos agentes participantes.

Grandes empresas como a Microsoft (referência em desenvolvimento de software) e outras como a Xerox e Hewlett-Packard (HP) são algumas que implementaram este modelo com sucesso.

Quer saber mais sobre gestão participativa, qual a sua importância e como pode ser implementada no desenvolvimento de softwares? Continue a leitura.


O que é gestão participativa?

Uma gestão não-participativa é vertical: os chefes planejam e comandam e, por sua vez, os subalternos apenas executam os comandos, tendo pouca ou nenhuma parte na administração.

Por outro lado, uma gestão participativa é horizontal: todos os colaboradores podem se manifestar e opinar, tornando os processos e decisões mais inclusivos e transparentes.

A figura do líder continua a existir, porém, os demais colaboradores são convidados a participar da administração e a responsabilidade é compartilhada.

Em geral, considera-se 4 dimensões da gestão participativa:

Estrutural: Trata-se de repensar a estrutura hierárquica da empresa: torná-la o mais horizontalizada possível. Nesta dimensão é possível que a própria organização (cargos e estruturas) seja modificada para conceder mais liberdade aos colaboradores.

De resultados: organização e análise de dados confiáveis para a criação de uma base de conhecimento, com o objetivo de valorizar as ideias que gerem resultados efetivos, independente do cargo de quem gerou essas ideias.

Comportamental: Um trabalho para que a cultura organizacional seja mais horizontal: atitudes mais autoritárias dão lugar a posturas baseadas em cooperação e confiança.

Interfaces e Stakeholders: A gestão participativa inclui os funcionários da empresa, mas não só: clientes e fornecedores também podem cooperar e participar dessa gestão.


Como implementar a gestão participativa

Veja algumas dicas para implantar a gestão participativa na sua empresa (lembrando que deve sempre vir acompanhada de uma boa gestão de projetos):

Diálogo

A gestão participativa é marcada pelo diálogo permanente, sendo assim, promover uma maior interação deve ser justamente o primeiro passo: seja na forma de pesquisas, votos ou reuniões, as diversas opiniões devem ser colhidas para medir o clima da gestão atual e verificar quais mudanças são possíveis.

Conheça a equipe

A eficiência da gestão participativa é aumentada quando a empresa tem um conhecimento avançado sobre o capital humano que possui. Dados fornecidos pelo RH e ferramentas com o People Analytics (que utilizam Big Data para criar métricas) podem ser grandes aliados.

Transparência

Os dados, objetivos e metas devem ser claros para todos os envolvidos, bem como os recursos disponíveis. Os resultados positivos devem ser divulgados, não só para manter um nível alto de transparência como também para cada colaborador se sentir reconhecido e, com isso, aumentar o senso de responsabilidade.

Envolvimento da equipe

Quanto mais os funcionários estiverem engajados, melhores serão os resultados da Gestão Participativa. Logo, a motivação da equipe deve estar no mais alto nível possível. A interatividade entre diferentes áreas deve ser estimulada para enriquecer as soluções propostas.

Monitoramento

O acompanhamento dos processos deve ser realizado tanto individualmente (através de feedbacks, por exemplo) quanto também coletivamente (reuniões gerais periódicas). 

Deve ser feita também uma verificação não só da interação entre as áreas como da gestão como um todo.

Squads

Uma forma muito em voga de estruturar uma gestão participativa é através dos squads .Squad significa “pelotão” ou “esquadrão” em tradução livre, e a ideia principal é essa de juntar um time com diferentes profissionais em prol de um objetivo comum.

Enquanto uma empresa tradicional dividiria as equipes por setores ou áreas, os negócios que adotam Squads criam equipes multidisciplinares, auto gerenciadas e incumbidas de objetivos específicos. Tudo baseado em Desenvolvimento ágil.

A hierarquia se torna menos rígida para a colaboração mútua ser maior: mesmo o P.O (Product Owner, ou dono do produto) é mais um organizador do que um chefe e se encontra no mesmo nível hierárquico.

Cada Squad, geralmente, é composto entre 4 a 10 profissionais com formações diferentes, mas complementares para o cumprimento da tarefa determinada.


E por que é importante?

  • Inclusão de pontos de vista diferentes sobre o mesmo assunto: ao invés de seguir soluções de um líder com uma visão geral, os colaboradores trazem a visão de suas áreas específicas para a identificação de oportunidades.
  • Construção de consenso: O fato de haver diferentes opiniões inclusas implica necessariamente em um maior esforço para construir um consenso e conciliar possíveis conflitos.
  • Alinhamento entre objetivos pessoais e objetivos organizacionais.
  • Melhora o clima organizacional: suavizada a hierarquia, a competitividade e cobrança diminuem e dão lugar à sinergia.
  • Comprometimento: tomando parte no processo decisório, os funcionários se verão muito mais como parte integrante da empresa em comparação com modelos tradicionais, tanto na questão do mérito quanto em matéria de responsabilidade.
  • Foco nos objetivos: O empenho da gestão participativa é buscar resultados mensuráveis através de uma equipe continuamente motivada.
  • Inovação: um número maior de ideias e sugestões vindas de pessoas especialistas em diferentes áreas do conhecimento resultam em uma maior possibilidade de inovação, algo essencial no desenvolvimento de aplicativos mobile.
  • Produtividade: maior proatividade.
  • Aumenta a escalabilidade: uma menor rigidez nos quadros leva a uma maior adaptabilidade à mudanças e aumenta a escalabilidade.
  • Reduz custos: uma maior consciência geral dos recursos acaba por levar ao atenuação dos gastos.

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