Você já ouviu falar de Lean Inception? Esta é uma metodologia ágil extremamente eficaz para o desenvolvimento de produtos digitais rapidamente, tornando possível a criação de uma versão inicial de aplicativo em apenas uma semana.

Este método foi criado por um brasileiro, Paulo Caroli, após sua experiência de uma década no Vale do Silício (Califórnia), como um aperfeiçoamento de técnicas ágeis anteriores.

Mas o que é o Lean Inception exatamente e como se aplica para desenvolver produtos digitais? Saiba mais neste artigo!

O que é o Lean Inception?

Paulo Caroli trabalhou em empresas do Vale do Silício, a meca da tecnologia mundial, durante uma década. Neste período, ganhou know-how em práticas ágeis, como o RUP (Rational Unified Project ou “processo racional unificado”, em tradução livre).

Após adquirir certa experiência, ele notou a necessidade de uma maior sinergia entre as áreas de negócios e as áreas técnicas.

Pensando nisso, Caroli trouxe elementos da Metodologia RUP, de onde tirou o nome “Inception” (uma das fases do RUP), e mesclou com elementos do livro “Lean Startup” de Eric Reis, de onde tirou o “Lean” (“magro ou enxuto”, em tradução livre).

Nas palavras do próprio Paulo: “Eu precisava reduzir o tempo de duração das inceptions, deixá-las mais enxutas (Lean)…Eu enxuguei as inceptions para caber em uma semana (e voltar logo para casa): a inception ficou mais Lean”.

Seu criador frequentemente chama este método de “workshop colaborativo”, pois é composto por uma equipe de pessoas bem diferentes entre si, mas com um objetivo em comum: criar um MVP. Mas o que significa esta sigla?

A sigla MVP significa Minimum Viable Product (“Produto Minimamente Viável”, em tradução livre) e é um termo que denota a versão simplificada de um produto, mas que, apesar disso, já tem todas as suas funcionalidades principais.

Aliás, o conceito de MVP  foi popularizado por Eric Ries no mesmo livro “Lean Startup”, já citado neste artigo.

Quem deve estar em uma equipe de Lean Inception?

Com frequência, Paulo Caroli chama o Lean Inception de “workshop colaborativo”, evidenciando a importância do trabalho em equipe de participantes com diferentes formações. 

Uma equipe de Lean Inception pode ser composta de diversos tipos de profissionais a depender do contexto e tipo de projeto. Porém, deve-se ter um facilitador e um agile coach neutro.

Afora os profissionais acima (com funções oriundas das metodologias ágeis), uma equipe pode ter: stakeholders, desenvolvedores, empreendedores, UX e UI Designers, analistas de negócio, entre outros, girando em torno de 10 a 30 pessoas (embora o criador não especifique um número exato de participantes).

Paulo Caroli, com frequência, discorre sobre a importância de trabalhar em equipe: “Sempre me perguntam qual o artefato mais importante resultado da Lean Inception? E eu sempre respondo: o relacionamento entre as pessoas, algo potencializado num workshop tão colaborativo e participativo como a Lean Inception”. Diz ele.

Como funciona?

Assim como outras metodologias ágeis como o Design Sprint, o Lean Inception é implantado em 5 dias, cada um com atividades específicas. São eles:

Dia 1: Kick-off.

O termo Kick-off (ou Kick-off meeting) se refere a uma reunião inicial, na qual os membros do workshop apresentam-se e definem os objetivos iniciais do projeto.

No contexto do Lean Inception, este Kick-off servirá para construir uma visão de produto, bem como uma orientação sobre as necessidades da Lean Inception.

Caroli sugere que seja feita uma atividade na qual os participantes respondam a quatro perguntas: “O produto é, o produto não é, o produto faz, o produto não faz.”

 Dia 2: Personas e listagem de features

Este segundo dia deve ser utilizado para a definição das “personas” (a representação de um cliente ideal para o produto a ser desenvolvido, baseado em dados de clientes reais). 

Portanto, o segundo dia é dedicado à construção detalhada desse personagem, com nome, perfil, comportamento e necessidades.

Para obter melhores resultados, Caroli sugere a produção de um Mapa da Empatia: um template visual para identificação e visualização de uma persona. 

Este dia também é reservado para a listagem de features (agrupamento de funcionalidades afins, que ajuda a compreender o produto como um todo).

Dia 3: Nivelamento de features 

Agora, as features listadas serão discutidas e niveladas. Deve haver um alinhamento entre toda a equipe sobre quais seriam os possíveis problemas a serem resolvidos.

Dia 4: Jornadas do usuário

É o dia da confecção das jornadas do usuário, em outras palavras: é feita uma representação gráfica das etapas de relacionamento do cliente com um produto ou serviço, que descreve os passos percorridos antes, durante e depois da compra e utilização.

A essa altura, os processos e recursos obrigatórios já estão alinhados, portanto, deve ser feito um modelo de Canvas (um quadro visual que ajuda a definir a estratégia do MVP).

Dia 5: Canvas MVP 

No dia derradeiro, o modelo Canvas do MVP é exibido aos Stakeholders. Neste modelo, estará o resultado dessa semana de trabalho: personas, jornadas, visão do produto, features, custos e agenda, resultados esperados e métricas.

Baseado nisso, os Stakeholders poderão concluir se o projeto é viável e se está alinhado com as expectativas do cliente.

Conclusão

O Lean Inception, com sua agilidade e robustez metodológica, pode ajudar a empresa a construir um produto de sucesso com soluções que geram valor.

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