O Design Sprint é um método que pode ser usado em qualquer tipo de produto digital e traz pelos menos 3 grandes benefícios para empresas, podendo ser executado em locais físicos ou remotamente.

A criação de produtos de TI orientados para o usuário desempenha um papel muito importante no mundo moderno de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, algumas equipes continuam a criar sites e aplicativos que são inadequados para os usuários.

Criado pela Google Ventures (GV) – uma divisão do Google que investe em startups –, o Design Sprint é de longe o processo mais eficaz para ajudar a tomar decisões com foco no cliente enquanto se desenvolve o design de um produto.

As startups precisam de um processo rápido de busca, descoberta e validação de ideias, mas as empresas desse tipo nem sempre conseguem transformar sua tecnologia em um produto com demanda de mercado.

O método Design Sprint foi inventado para resolver todos esses problemas e é baseado nas metodologias Design Thinking e Agile:

  • Design Thinking: o Design Sprint é baseado no trabalho em equipe multidisciplinar (design, negócios, TI) com o foco sobre as pessoas, a partir do contato direto com o cliente no processo de criação de soluções.
  • Agile: Pelo princípio “Construa rápido, falhe rápido” (prototipagem rápida e testagem de soluções).

Um Design Sprint clássico é uma sessão de trabalho de 5 dias que ajuda a equipe a esclarecer a ideia de um produto ou recurso, criar um protótipo e testá-lo com usuários reais.

Os principais membros da equipe e o facilitador se reúnem por cinco dias para trabalhar sistematicamente no produto. Nesse período, esclarecem seus insights e objetivos, descrevem o processo de negócios, apresentam funcionalidades, desenham wireframes, criam um esboço e, finalmente, montam um protótipo e o testam com usuários reais no último dia da sprint.


Etapas do Design Sprint:

1º dia: Imersão em perguntas, na pesquisa e na determinação do problema.

2º dia: Geração e visualização de uma variedade de ideias sobre como resolver o problema selecionado.

3º dia: Discussão de ideias. Seleção e desenvolvimento detalhado de uma delas.

4º dia: Criação de um protótipo da ideia selecionada e preparação para o teste.

5º dia: Testagem do protótipo com usuários potenciais. Discussão do feedback recebido e das etapas seguintes.


Quem é quem no processo de Design Sprint

  • Product Owner. O gerente de produto, também conhecido como decisor, é quem toma as principais decisões na sprint. Pode ser um sócio, gestor ou, em alguns casos, também um engenheiro-chefe, um gerente de atendimento ao cliente ou um executivo de vendas – é quem mais deve ter conhecimento sobre o produto e o problema que a equipe de desenvolvimento está tentando resolver.
  • Facilitador. Entre todas as funções da equipe de sprint, esta é a que tem mais responsabilidades durante e após a sprint. É quem verifica a conclusão de todo o trabalho preliminar, reúne os profissionais mais adequados e mantém a equipe concentrada e motivada.
  • Representante do cliente. Se o gerente de produto não interagir diariamente com os clientes, essa função deve ser atribuída a um membro da equipe de sprint, para apontar com precisão os problemas enfrentados por eles.
  • Designer. É muito importante envolver um designer no processo de sprint, pois é o responsável pela parte visual do produto.
  • Gerente de Marketing. É quem ajuda a descrever e comercializar o produto.
  • Engenheiro. Não é preciso ser uma empresa de tecnologia para iniciar uma sprint, mas ainda será necessário contar com a ajuda de especialistas de TI. O engenheiro ajudará a equipe na produção do software e do hardware para o modelo do produto.

Design Sprints de 3 e 4 dias

São versões da sprint clássica mediante o uso de técnicas e ferramentas adicionais, otimizadas para funcionar não apenas em startups, mas também em grandes organizações que nem sempre têm tempo para dedicar uma semana inteira ao processo completo.


3 benefícios do Design Sprint para a sua empresa

  1. Ajuda a economizar tempo e dinheiro. É um método projetado para a atuação de forma rápida e intensa na busca de soluções para um problema de negócios, reduzindo drasticamente o tempo normal gasto no processo de design, testagem e definição de um produto, passando esse período de meses para dias. Além disso, a validação é feita com base no feedback dos usuários antes mesmo de terminar o projeto.
  2. Reduz o ciclo de desenvolvimento do produto. À medida que se trabalha em um problema voltado para a solução, é possível testar se uma ideia funciona ou não em um tempo curto de desenvolvimento, sem necessidade de ciclos longos de produção longos (ideia, projeto, aprovação, desenvolvimento, lançamento e validação).

    Ou seja, antes de investir tempo e dinheiro no desenvolvimento de um produto/nova funcionalidade, são dedicados apenas 5 dias para que a equipe entenda o problema, desenhe as soluções, crie um protótipo funcional e validar suas ideias em questão de horas. Com isso, a empresa se torna mais ágil.
  3. Gera negócios e inovação. Graças à medição nas diferentes etapas de Design Sprint, é possível mensurar os resultados obtidos no final do processo e o impacto deles nos negócios de forma mais rápida do que em métodos tradicionais, além de criar produtos que realmente atendam às necessidades da empresa/dos clientes e resolver problemas complexos em apenas uma semana.

O Design Sprint é um método simples e flexível, que pode ser usado para resolver quaisquer problemas e pode ser implementado em períodos mais longos ou curtos, conforme a necessidade, em equipes locais ou remotas.

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(Esse artigo é de autoria de Igor Vivchar, Presales Manager na Intellias, e foi traduzido e adaptado do original “Benefits of Running a Design Sprint in Your Business”.)

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