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Migração AWS: o guia completo para empresas

Migrar para a AWS é estratégico para empresas que buscam escalabilidade, inovação e redução de custos na cloud. Este guia completo aborda benefícios, ferramentas como o AWS Migration Hub e DMS, além de estratégias para otimizar custos e garantir uma transição eficiente e segura para a nuvem AWS.

A migração AWS é o processo de transferir aplicações, dados e infraestrutura de TI para o ambiente de nuvem da Amazon Web Services, modernizando operações e reduzindo a dependência de hardware próprio. Para empresas de médio e grande porte, é uma das decisões de TI com maior impacto direto em custo, agilidade e segurança, e, justamente por isso, exige planejamento estruturado, escolha consciente de estratégia para cada workload e, em projetos críticos, o apoio de um parceiro especializado. 

Este guia explica como funciona a migração para a AWS, quais são as três fases oficiais do programa de aceleração (MAP), as sete estratégias de migração (7Rs), os profissionais envolvidos, os principais custos e as formas de otimizá-los. Acompanhe: 

Por que migrar para a AWS?

Migrar para a AWS é uma decisão que pode facilitar o dia a dia de empresas que buscam elasticidade, redução do custo total de propriedade (TCO) e acesso a serviços avançados sem investimento em infraestrutura própria. Como a AWS opera no modelo pay-as-you-go, a organização paga apenas pelo que utiliza, ajusta capacidade em tempo real e elimina o desperdício típico de servidores dimensionados para picos esporádicos. 

Os principais benefícios da migração para a AWS são: 

  1. Elasticidade: escala automática de recursos para acompanhar picos e quedas de demanda, sem hardware ocioso; 
  1. Redução de custos operacionais: eliminação de gastos com hardware, energia e manutenção, somada a descontos via Reserved Instances, Savings Plans e Spot; 
  1. Segurança e compliance: criptografia, IAM, AWS Shield e certificações reconhecidas globalmente (ISO 27001, PCI DSS, SOC 2, LGPD); 
  1. Inovação contínua: acesso direto a serviços de IA, machine learning, análise de dados, IoT e containers gerenciados; 
  1. Cobertura global: infraestrutura distribuída em dezenas de regiões e zonas de disponibilidade, com presença no Brasil (região de São Paulo). 

Empresas que migram para a AWS de forma estruturada também reduzem significativamente o tempo de provisionamento — o que antes levava semanas em infraestrutura física, passa a ser executado em minutos via console ou infraestrutura como código. 

Como funciona a migração para a AWS?

A migração para a AWS é organizada em três fases oficiais do Migration Acceleration Program (MAP): Assess, Mobilize e Migrate & Modernize. A estrutura é definida pela AWS e usada em milhares de projetos para reduzir riscos e estruturar incentivos financeiros, e cada fase tem entregáveis específicos antes que o projeto avance. Veja detalhes: 

Três etapas da migração para AWS.
Reprodução: AWS

1. Avaliação

A fase de Assess analisa o ambiente atual da organização nas seis dimensões do AWS Cloud Adoption Framework: negócios, processos, pessoas, plataforma, operações e segurança. O objetivo é identificar as capacidades necessárias para a migração e construir um modelo de TCO (custo total de propriedade) do projeto. Nesse caso, as principais ferramentas são: 

  1. AWS Migration Evaluator: dimensiona recursos com base em dados reais do ambiente de origem; 
  1. AWS OLA (Optimization and Licensing Assessment): identifica oportunidades de redução em licenças de terceiros; 
  1. Migration Readiness Assessment (MRA): avalia maturidade da organização e aponta lacunas a serem fechadas antes de migrar. 

2. Mobilizar

Na fase de Mobilize, a organização constrói a fundação operacional da migração e fecha as lacunas identificadas no Assess. É aqui que se monta a landing zone (o ambiente AWS base, com governança, segurança e rede já configuradas) e se define o plano detalhado de ondas de migração. As ferramentas mais usadas nessa fase são: 

  1. AWS Application Discovery Service: mapeia aplicações e dependências do ambiente de origem; 
  1. AWS Migration Hub: centraliza o acompanhamento do progresso de todas as migrações; 
  1. AWS Control Tower e Landing Zone: configuram o ambiente base com governança, segurança e compliance desde o primeiro dia. 

3. Migrar e modernizar: a transformação

A terceira fase é a execução: cada aplicação é migrada conforme a estratégia escolhida, validada em ambiente de testes e promovida à produção. Para projetos grandes, a migração ocorre em ondas, geralmente agrupando workloads por afinidade técnica e criticidade de negócio. As ferramentas dessa fase são: 

  1. AWS Application Migration Service (MGN): replica servidores físicos, virtuais ou de outras nuvens para a AWS com mínimo downtime
  1. AWS Database Migration Service (DMS): migra bancos de dados com sincronização contínua, suportando MySQL, PostgreSQL, Oracle, SQL Server e outros; 
  1. VMware Cloud on AWS: caminho rápido para ambientes que já operam em VMware; 
  1. AWS Managed Services: assume a sustentação após o go-live

Já avalia um caminho específico? Veja nossos guias para migrar do Azure para a AWSmigrar do Google Cloud para a AWS e migrar um ERP para a nuvem. 

💡 Leia também: 

Como migrar Azure para AWS: passo a passo com ferramentas → 

Migrar Google Cloud para AWS: como fazer uma transição sem complicações → 

Amazon Web Services vs Google Cloud vs Azure: comparativo dos principais provedores → 

Cloud Migration: como gerar resultados reais com a migração? → 

Descubra por que a UDS é o melhor parceiro AWS para elevar o uso da Cloud

Quais são as 7 estratégias de migração para a AWS (7Rs)?

As sete estratégias de migração para a AWS, conhecidas como 7Rs, classificam como cada aplicação deve ser tratada na jornada para a nuvem: Rehost, Replatform, Refactor, Repurchase, Retire, Retain e Relocate. A escolha da estratégia certa por workload é o que determina o equilíbrio entre velocidade, custo e ganho de longo prazo da migração. Entenda:

Estratégia O que significa Quando usar 
Rehost (lift and shiftMover sem alterar código nem arquitetura Saída rápida de data center, prazos curtos 
Replatform (lift and reshapePequenos ajustes para usar serviços gerenciados Ganhos operacionais sem grande refatoração 
Refactor Reescrita para arquitetura cloud-native Modernização estratégica, ganhos máximos 
Repurchase (drop and shopTrocar a aplicação por uma SaaS Sistemas legados com equivalente SaaS 
Retire Desativar aplicações sem uso real Workloads obsoletos identificados no Assess 
Retain Manter no ambiente de origem Aplicações sem justificativa de migrar agora 
Relocate Mover sem mudança via VMware Cloud on AWS Ambientes VMware on-premises 


Em projetos corporativos, a distribuição pode ficar em torno de 40-50% Rehost, 20-30% Replatform, 10-15% Refactor e o restante dividido entre as demais estratégias — a proporção exata, no entanto, sai da análise do portfólio e não deve ser presumida. 

Profissionais envolvidos na migração AWS

A migração para a AWS é um processo colaborativo que reúne profissionais de diferentes áreas, e a clareza de papéis é um dos fatores que mais influenciam o sucesso do projeto. Os perfis mais comuns são: 

  1. Arquiteto de Soluções AWS: define a arquitetura-alvo, garante aderência ao Well-Architected Framework e prioriza ondas de migração; 
  1. Engenheiro DevOps/SRE: automatiza provisionamento via infraestrutura como código (Terraform, CloudFormation) e desenha o pipeline de CI/CD; 
  1. Especialista em Segurança da Informação: configura IAM, criptografia, monitoramento e compliance
  1. Gerente de Projetos: coordena equipes, prazos, riscos e dependências entre ondas; 
  1. DBA e Analista de Dados: cuidam da integridade, mapeamento e validação dos dados durante a migração; 
  1. Administrador de Sistemas: configura redes, servidores e serviços conforme as melhores práticas da AWS; 
  1. Time de Sustentação: garante a operação contínua durante e após o go-live

A colaboração entre esses perfis é o que permite que a migração ocorra com previsibilidade e mínimo impacto no negócio, e é também onde uma consultoria especializada acelera o processo, suprindo perfis sob demanda. 

O que é AWS Migration Hub?

O AWS Migration Hub é o painel centralizado da AWS para planejar, executar e acompanhar migrações para a nuvem. Ele dá visibilidade unificada de todas as ondas em andamento, identifica dependências entre aplicações e centraliza o uso das ferramentas de migração (MGN, DMS, Discovery Service), o que reduz o risco de descoberta tardia e encurta o ciclo do projeto. Com o Migration Hub, é possível: 

  1. Monitorar várias migrações simultaneamente em um único painel; 
  1. Identificar dependências entre aplicações e dados antes do go-live
  1. Escolher a ferramenta certa (MGN, DMS, VMware Cloud on AWS) por workload
  1. Acompanhar métricas de progresso, erros e desempenho de cada onda. 

Para CIOs e CTOs, ele pode representar uma peça que transforma um projeto difuso de migração em uma operação com governança clara. 

Essa plataforma é ideal para gestores de TI que precisam de uma visão clara e unificada de todo o processo de migração, minimizando riscos e reduzindo o tempo necessário para concluir o projeto.

Qual serviço da AWS simplifica a migração de bancos de dados?

O AWS Database Migration Service (DMS) é o serviço da AWS especializado em migração de bancos de dados, projetado para transferir dados com mínima interrupção da operação. Suporta migrações homogêneas (Oracle para Oracle, por exemplo) e heterogêneas (SQL Server para Amazon Aurora), com sincronização contínua entre origem e destino até o momento da virada. 

As principais vantagens do DMS são: 

  1. Compatibilidade ampla: MySQL, PostgreSQL, Oracle, SQL Server, MongoDB e outros; 
  1. Sincronização contínua: mantém origem e destino em paralelo até o cutover
  1. Modelo de cobrança por tempo: paga-se apenas pelas horas em que o DMS está em execução; 
  1. Integração com o Migration Hub: visibilidade unificada do progresso. 

Para sistemas legados, é comum combinar o DMS com a migração para o Amazon Aurora, o que entrega ganhos de desempenho e custo em relação a bancos auto-administrados.

Qual cloud tem o melhor custo-benefício: Azure, Google ou AWS?

O custo de utilizar um provedor de nuvem é um dos fatores mais críticos na escolha entre AWS, Google Cloud e Azure. Cada plataforma adota modelos de preços distintos, que podem atender a diferentes necessidades empresariais e estratégias de investimento.

A AWS oferece uma estrutura de preços altamente flexível, com opções que permitem personalizar os custos de acordo com as demandas da empresa. Entre os destaques estão:

  • Instâncias reservadas: contratos de 1 a 3 anos com descontos significativos em comparação às instâncias sob demanda, ideais para cargas de trabalho estáveis;
  • Savings plans: descontos baseados em compromissos de gastos por hora, proporcionando flexibilidade para alternar entre tipos e regiões de instâncias;
  • Free Tier: um programa que oferece serviços gratuitos por 12 meses, incluindo 750 horas mensais de instâncias EC2 e armazenamento S3, além de serviços gratuitos permanentes.

Para sistemas legados, é comum combinar o DMS com a migração para o Amazon Aurora, o que entrega ganhos de desempenho e custo em relação a bancos auto-administrados. 

 Quanto custa migrar para AWS?

O custo de migrar para a AWS depende de quatro fatores principais: volume de dados a transferir, complexidade das aplicações, estratégia escolhida (entre os 7Rs) e nível de modernização desejado. Migrações lift and shift tendem a ser mais baratas e rápidas; refatorações cloud-native envolvem maior investimento inicial, mas entregam ganhos operacionais mais expressivos no médio prazo. 

Os principais itens de custo são: 

  1. Transferência de dados: para grandes volumes, o AWS Snowball (dispositivo físico) reduz custos e tempo em relação à transferência via rede; 
  1. Recursos computacionais e armazenamento: Amazon EC2, S3 e RDS são cobrados sob demanda, com descontos via Reserved Instances, Savings Plans e Spot (até 90% no caso do Spot); 
  1. Modernização de sistemas legados: ajustes ou reescritas para aproveitar serviços gerenciados; 
  1. Licenciamento: novas licenças, conversão para modelos pay-as-you-go ou uso do AWS License Manager. 

Para um aprofundamento dedicado aos custos e às formas de reduzi-los, veja: custos da migração para a AWS.

Como otimizar os custos da migração para a AWS

A própria AWS oferece três alavancas formais para reduzir o custo total da migração: 

  1. Migration Acceleration Program (MAP): créditos financeiros e suporte técnico, acessíveis via parceiros qualificados; 
  1. Modelos de precificação flexíveispay-as-you-go, Reserved Instances e Savings Plans ajustam o custo ao perfil de uso real; 
  1. Consultoria especializada: parceiros AWS Advanced e Premier estruturam a migração para maximizar incentivos, evitar desperdício e aplicar FinOps desde o dia 1. 

Quer dimensionar os custos da sua migração com previsibilidade? Fale com nosso time de Cloud Computing — modelamos TCO, identificamos elegibilidade ao MAP e desenhamos o plano de migração baseado nos 7Rs.

Como a UDS apoia a migração para a AWS?

A UDS é AWS Advanced Consulting Partner, certificada em ISO 27001 e PCI DSS, com mais de 14 anos de mercado e operação especializada em migrações para a AWS, do diagnóstico ao go-live. Nosso método aplica as três fases oficiais do MAP, combinadas a uma camada interna de FinOps e cibersegurança que sustenta a operação após a migração. 

Na migração AWS, atuamos em quatro frentes integradas: 

  1. Avaliação e business case: análise de portfólio, modelagem de TCO e priorização de ondas; 
  1. Provas de Conceito (PoCs): validação técnica antes da migração para reduzir risco; 
  1. Execução e modernização: aplicação das estratégias 7Rs por workload, com automação de provisionamento; 
  1. Sustentação e FinOps: governança contínua de custos, segurança e desempenho após o go-live

Cases de migração para AWS 

  • Mandic: modernização da plataforma de identidade e controle de acesso, com integração de logins unificados e otimização de APIs, gerando ganhos em escalabilidade e satisfação dos usuários; 
  • SKY DIRECTV GO: migração de infraestrutura para a AWS com redução significativa de custos e ganho de desempenho na entrega do serviço de streaming

Fale com um especialista da UDS e descubra como acelerar sua migração para a AWS com previsibilidade, segurança e custo sob controle. 

Tainá Aquino

Especialista em Conteúdos de Tecnologia e Analista de SEO da UDS. Formada em Jornalismo com MBA em Marketing e Branding.

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