Diversas tecnologias estão transformando a saúde, mas esse é um setor complexo, em que é desafiador obter consenso sobre qualquer questão específica. Mas há pelo menos uma coisa com a qual todos podemos concordar: as soluções digitais se reformularam e vão continuar a transformar a atenção básica e o tratamento de doenças.

Embora a Transformação Digital da saúde já fosse uma prioridade antes da Covid-19, a pandemia acelerou a adoção de ferramentas digitais no setor. É possível ver isso acontecendo em tempo real com a utilização da telemedicina telessaúde, de dispositivos pessoais para monitoramento de cuidados, bancos de dados de condições Determinantes Sociais da Saúde (SDoH), soluções de armazenamento de dados nativas na nuvem e inúmeros outros exemplos.

Apesar desses avanços, ainda há muito trabalho pela frente para aproveitar plenamente os benefícios das tecnologias atuais. Mas, com o impulso da Covid-19 nos levando adiante, várias tecnologias disruptivas podem nos ajudar a superar os obstáculos restantes que impedem a Transformação Digital na saúde e na assistência médica.


A adoção da nuvem está se expandindo

Embora a adoção da nuvem parecesse incerta e intangível até há pouco tempo, ela não só se tornou uma questão séria para as organizações de saúde, mas também influenciará as inovações posteriores que exigem grandes quantidades de dados, como Inteligência Artificial (IA) e Aprendizado de Máquina (ML). À medida que as organizações de saúde estão sendo solicitadas a fazer mais com menos, a demanda por healthtechs continua a crescer.

De acordo com a Pesquisa de Transformação Digital de Saúde 2021, 78% das organizações de saúde incorporaram a computação em nuvem em suas operações e outros 20% planejam investir nesta tecnologia.

Essa incrível expansão dos dados ocorre em paralelo com as necessidades emergentes de cibersegurança, o aumento da integração de provedores e o foco regulatório na interoperabilidade. Os sistemas de nuvem e nuvem híbrida podem ajudar as organizações a enfrentar esses desafios, ao mesmo tempo em que atendem às necessidades clínicas, administrativas e orçamentárias específicas. As soluções em nuvem, especialmente aquelas nativas, permitem a eficiência da assistência médica e a satisfação do paciente, o que é o objetivo final.


IA direta ao consumidor

A disponibilidade e a escalabilidade do armazenamento em nuvem tem o potencial de ser um divisor de águas para a pesquisa e o desenvolvimento centrado em dados brutos (raw data). Talvez uma das inovações mais revolucionárias resultantes do aproveitamento desses dados brutos seja a IA para uso médico direta ao consumidor.

O consumo na área de saúde saltou para a linha de frente das preocupações dos líderes desta indústria, especialmente à medida que continuamos a ver os investidores de risco e big techs entrarem na economia do setor de saúde e healthtech. Esse foco é reforçado pelo papel crescente dos consumidores nos seus próprios cuidados de saúde.

De acordo com uma pesquisa da Deloitte (2020), 42% dos consumidores dos Estados Unidos já usaram ferramentas digitais para medir suas metas para melhorar a saúde e o condicionamento físico.

Um exemplo desse conceito atualmente em prática são os ultrassons portáteis. Essas novas ferramentas são acopladas a um assistente de IA para ajudar a orientar os usuários sobre o posicionamento do aparelho e facilitar um diagnóstico mais seguro.

Esse tipo de aplicação requer apenas conhecimentos básicos do aparelho e ajuda a democratizar a tecnologia para melhorar a eficácia e o diagnóstico. Além disso, possibilita capacitar os consumidores para capturarem sua própria imagem e receber prognósticos sobre sua saúde em algo tão comum quanto um smartphone baseado em algoritmos de IA.

No entanto, tal aplicativo não surge sem desafios. É fundamental que a indústria da saúde defina padrões para descrição e classificação de imagens, a fim de estabelecer uma linguagem adequada para interpretá-las. Devemos garantir que os consumidores possam usar essa tecnologia com responsabilidade, juntamente com seus fornecedores, para aperfeiçoar os resultados dos exames.


Cresce a integração dos dados no setor de saúde

As organizações devem desenvolver um plano para gerenciar esses dados e integrá-los à SDoH (ciência comportamental alimentada por IA), ao histórico do paciente e outras fontes integradas de dados para facilitar uma abordagem de atendimento mais proativa.

30% do volume mundial de dados está sendo gerado pela indústria de saúde e, em 2025, a taxa de crescimento anual de dados clínicos atingirá um crescimento de 36%.

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O conceito de saúde baseada em valor – uma palavra da moda que enfatiza o cuidado preventivo – pode finalmente estar ao alcance se os líderes do setor forem capazes de aproveitar esses dados e integrá-los aos fluxos de trabalho clínicos.

Assim como o próprio sistema de saúde, esses temas são interligados e complexos. Superar esses desafios exigirá muito trabalho e dedicação de todo o setor de saúde, mas já estamos fazendo avanços incríveis.

Estamos vendo a adoção da nuvem, algo inimaginável há apenas 18 meses. Com a adoção da telessaúde de um dia para outro, vivemos um momento divisor de águas na chamada saúde digital, e é inegável que veremos mudanças contínuas nos próximos meses, levando a uma transformação digital completa em apenas alguns anos.

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(Este conteúdo é de autoria de Archie Mayani, membro do Conselho da Forbes e CPO da Change Healthcare, e foi traduzido e adaptado pela UDS do original “Health Care’s Digital Transformation: Three Trends To Watch For”.)

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