Para quase todos os projetos de desenvolvimento de software, o código-fonte é semelhante às joias da coroa: um bem precioso cujo valor deve ser protegido. O controle de versão do código-fonte preserva esse ativo da empresa que os desenvolvedores refinaram com cuidado e esforço. Mas por que o versionamento de software é tão importante?

Proteção e controle do histórico de alterações em um software

Também chamado de base versionada, o controle de versão protege o código-fonte tanto de catástrofes quanto de erros humanos que podem causar consequências indesejadas ou mesmo a perda total de projetos e ambientes de desenvolvimento. Por isso, o versionamento é um pré-requisito para todo o projeto que envolve desenvolvimento de software.

É fácil esquecer os motivos que levaram a cada versão de código em projetos antigos ou legados. O controle de versão é a “memória” do desenvolvimento do software como um todo: a descrição de cada versão salva inclui o problema solucionado e por que a codificação mudou naquele momento.

Imagine, por exemplo, que o sistema da sua empresa foi invadido. As equipes precisam ser capazes de reproduzir o ambiente de trabalho e restaurar os serviços em um curto espaço de tempo. Sem o versionamento para recuperação de desastres, tudo estará perdido. O resultado pode ser um prejuízo incalculável, além da perda de projetos em andamento e de clientes.

O versionamento é imprescindível para evitar o caos. As equipes precisam ser capazes de restaurar os serviços de produção rapidamente, de modo repetido e previsível, mesmo quando ocorrem eventos catastróficos.

Acompanhamento de upgrade, correção de bugs e outros ajustes

Mas a abrangência do controle de versão é mais ampla: registra alterações nos arquivos armazenados (código-fonte, recursos ou outros documentos que façam parte de um projeto de desenvolvimento de software); alterações ou revisões de códigos (quem fez e quando).

Isso permite que as equipes confirmem, comparem, mesclem e restaurem as revisões realizadas ou, se for o caso, revertam um produto para versões anteriores. Isso quer dizer que é possível a toda a equipe conferir o estado atual (e o histórico) do ambiente de produção.

As equipes também precisam ser capazes de recriar os processos de pré-produção e prototipagem, o que requer o controle de versão de tudo o que esteve envolvido nestas etapas, incluindo ferramentas e todos os ambientes de teste/produção, bibliotecas utilizadas e outras informações de configuração.

Vantagens do versionamento de software

Há pelo menos 4 principais vantagens de utilizar o controle de versão em equipes de desenvolvimento de software e produtos digitais.

1. Desenvolvimento simultâneo. Os projetos estão ficando cada vez mais complexos. Há uma necessidade crescente de gerenciar várias versões de código, de arquivos e até mesmo de produtos inteiros.

Isso significa que vários desenvolvedores e o time de design podem trabalhar no mesmo conjunto de arquivos, sem se preocupar se estão duplicando ou substituindo o trabalho já realizado por outros membros da equipe.

Digamos que você esteja gerenciando uma implantação de IoT para câmeras de segurança conectadas. Ao longo do ciclo de vida do produto, você pode usar 10 tipos diferentes de câmeras, cada uma com um chip diferente. Como resultado, cada uma terá um software diferente.

Ao usar o controle de versão, você pode manter várias versões de seu código para gerenciar a funcionalidade específica do chip e do sistema operacional de cada uma das câmeras.

Então, quando você precisa implantar um patch de segurança crítico para evitar que criminosos sequestrem essas câmeras, é fácil. Você verá instantaneamente qual código foi afetado, fará as alterações e implementará uma correção.

2. Automação. Mais qualidade e maior produtividade são hoje as principais prioridades para as empresas e equipes de desenvolvimento. Esses objetivos podem ser mais facilmente alcançados automatizando tarefas com o uso de scripts. No desenvolvimento de software, a Integração Contínua (CI), com compilações e revisões de código automáticas, são um procedimento operacional padrão.

3. Mudanças monitoradas – quem, o quê, quando, por que. Cada equipe de desenvolvimento precisa ter visibilidade das mudanças realizadas no produto. Rastrear quem, o quê, quando e por que as alterações foram feitas é valioso para todos os envolvidos.

O controle de versão captura essas informações detalhadas e mantém esse histórico para sempre. Assim, todos têm acesso a quem está trabalhando em quê e pode saber por que foi preciso fazer alterações. Com essas informações, também é mais fácil corrigir erros ou bugs passados.

4. Alta disponibilidade, segurança e recuperação de desastres. O ativo mais caro que a empresa tem é a segurança do seu código de desenvolvimento de produto. O versionamento oferece uma réplica do repositório corporativo acessível de qualquer local. Se algo acontecer, é possível mudar imediatamente para uma réplica e seguir com a produção intacta.

O controle de versão é ainda uma ferramenta de proteção do código da empresa contra o comprometimento das operações diante de ameaças e brechas de segurança em sistemas conectados à internet.

Tipos de sistemas de controle de versão

O conceito de controle de versão é frequentemente facilitado por tipos especiais de sistemas, simplesmente chamados de Sistemas de Controle de Versão (Version control systems – VCS). Às vezes, os VCSs são denominados como ferramentas de gerenciamento de código-fonte (SCM) ou sistemas de controle de revisão (RCS).

Talvez o sistema de versionamento mais popular hoje, usado por milhões de desenvolvedores e programadores em todo o mundo, seja o Git. Outros VCS que estão em uso hoje incluem: PerForce, Beanstalk, Apache Subversion, Mercurial e AWS CodeCommit.

Versionamento de Software
Sistemas de Controle de Versão (Versionamento de Software)

Ou seja, existem vários tipos de sistemas de controle de versão, cada um com recursos diferentes – a escolha dependerá das necessidades da empresa e de sua equipe.

Também há dois tipos de VCS: centralizado e distribuído. Cada um deles tem uma arquitetura diferente:

VCS Centralizados: Todas as versões estão armazenadas em um único servidor, em geral dentro de repositórios. Essa configuração permite que cada colaborador saiba no que os outros desenvolvedores estão trabalhando, facilitando a comunicação e o gerenciamento de pessoas com base em uma tarefa específica.

Mas a principal desvantagem é que, como todos os arquivos de código e de backup são armazenados em um equipamento centralizado, se algo acontecer ao servidor tudo será perdido. Outro problema é que, se o servidor ficar temporariamente indisponível, isso impedirá que os desenvolvedores enviem, mesclem ou retrocedam o código.

VCS Distribuídos: É o caso dos sistemas Git, Mercurial e Bazaar, que têm um ou mais servidores principais contendo os arquivos de código, que são espelhados no computador de cada colaborador. Isso significa que cada desenvolvedor tem uma versão própria do código, incluindo o seu histórico completo para trabalhar localmente.

Portanto, se qualquer servidor “morrer”, qualquer um dos repositórios dos colaboradores pode ser copiado de volta para o servidor assim que ele for ligado e restaurar o histórico dos arquivos de código. Isso pode ser feito facilmente porque cada clone dos arquivos originais é, na verdade, um backup completo e atualizado de todos os dados do projeto.

O modelo de controle de versão distribuído permite também que vários grupos de pessoas, em diferentes locais físicos, colaborem no mesmo projeto simultaneamente. Esta é uma vantagem que não é possível em sistemas centralizados.

Versionamento de software em DevOps: colaboração e segurança

  • Conforme os ambientes de desenvolvimento de software se aceleram, os sistemas de controle de versão ajudam as equipes de software a trabalharem com mais rapidez e inteligência. São especialmente úteis para equipes de DevOps, pois os ajudam a reduzir o tempo de desenvolvimento e aumentar as implantações bem-sucedidas.
  • O uso do versionamento vai além de registrar a codificação relacionada ao desenvolvimento de software: simplifica as atividades, já que o time consegue trabalhar no mesmo projeto sem conflitos e as mudanças de código podem ser feitas com mais rapidez e segurança.
  • Vale lembrar que o controle de versão não se resume apenas a uma “boa prática”: o versionamento é o facilitador de uma série de aspectos envolvidos nas metodologias ágeis, como a integração contínua, o trabalho simultâneo e a colaboração.

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