As 5 boas práticas de desenvolvimento de software

Todo líder de tecnologia sabe que um software bem desenvolvido traz muitos benefícios aos negócios. Mas o processo de desenvolvimento de software é complexo e negligenciar alguns aspectos resulta em falhas. Por isso, existem boas práticas de desenvolvimento de software que ajudam a garantir produtos de qualidade e eficácia, minimizando o risco de bugs e desperdício de recursos.

As etapas e métodos listados neste artigo são considerados como as práticas mais eficazes no desenvolvimento de software. Trata-se de um conjunto de abordagens empiricamente comprovadas, comumente usadas por organizações bem-sucedidas e que, quando combinadas, atacam a raiz dos problemas de desenvolvimento de software.

75% das equipes de desenvolvimento enfrentam problemas com bugs, defeitos no código ou atrasos na hora de lançar o software. (Atlassian) 

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5 principais boas práticas de desenvolvimento de software

Listamos abaixo as boas práticas consideradas as principais para o sucesso de um projeto de desenvolvimento de software. Então confira com a gente!

1. CÓDIGO LIMPO E SIMPLES

É preciso ter em mente que os requisitos do negócio e as necessidades do usuário mudam. Assim, o código é “vivo” e precisará evoluir. Um código simples e limpo facilita a sua compreensão e leitura para que outros desenvolvedores possam atualizá-lo e torná-lo escalável.

A ideia é reduzir a complexidade desnecessária no desenvolvimento de software. O movimento de simplicidade de código anda de mãos dadas com outros princípios de software, como KISS (“Keep It Simple, Stupid!”’), DRY (“Don’t Repeat Yourself”) e YAGNI (“You Aren’t Gonna Need It”).

2. TESTE CONTINUAMENTE DE PONTA A PONTA

O Test Driven Development (TDD) dá mais confiança em relação à qualidade do código. Por outro lado, o Behavior Driven Development (BDD) permite que você aprenda os recursos e requisitos diretamente do cliente e esse alinhamento se traduz em código mais próximo das necessidades dos usuários. O teste de integração total garante que todos os componentes funcionem juntos conforme o esperado e aumenta a cobertura do código.

Imagem original de Testlodge.com

3. MANTENHA O CÓDIGO CONSISTENTE PARA A EQUIPE

Ao trabalhar com uma equipe, é importante ter um guia de estilo consistente para sua base de código. Se você tem uma base de código, mas não sabe pode dizer quem escreveu um arquivo específico, não há consistência entre os autores. As inconsistências têm impactos negativos na qualidade do sistema e são caras para corrigir.

4. REVISE O CÓDIGO

Todo mundo comete erros. Mas, uma atitude que permite reconhecer imperfeições é o primeiro passo para investir sua confiança em uma revisão de código. Aceite que um colega o leia, ajudando a “pescar” erros e imperfeições e garantir a qualidade final do código. Revisões de código ajudam a reduzir bugs no produto.

5. ESTIMATIVA

Um orçamento realista evita que seu projeto de software enfrente pressões desnecessárias de prazo e custo. Além disso, para escrever um código de qualidade é preciso dedicar tempo para fazê-lo bem e revisá-lo para ficar ainda melhor. Por outro lado, uma estimativa incorreta pode causar problemas de qualidade.

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Boas práticas de codificação

Uma vez que trouxemos as principais boas práticas de desenvolvimento de software, também achamos justo mostrar as boas práticas relacionadas à codificação. As mais populares são KISS, DRY e YAGNI.

K. I. S. S. – Keep single, stupid!

“Mantenha o código simples, estúpido”, em tradução livre, a sigla K.I.S.S. é mais do que uma tendência: na engenharia de software, essa diretriz é essencial.

Isso significa escrever um código conciso e direto ao ponto, cortar a gordura e focar no propósito geral. O código simples é altamente sustentável, garantindo que o trabalho de engenharia dure e seja adaptável. 

Por isso, para projetos de software que agregam valor a longo prazo, uma abordagem simples é o melhor caminho a seguir.

Seja você um líder de TI ou engenheiro de software, a comunicação e codificação concisas podem ser qualidades úteis para implementar em seus projetos com mais qualidade.


DRY: Don’t Repeat Yourself

Repetição é desperdício. Adicionar código desnecessário diminui a sua qualidade, porque aumenta o trabalho para manter o software no futuro. 

Suponha que o esforço para se corrigir um bug é X. Para um desenvolvedor que copia e cola o mesmo código em várias partes diferentes do programa, o esforço é X vezes a quantidade de cópias do mesmo trecho.

Pense na seguinte situação: digamos que você decida alterar a forma como uma instrução funciona. Você precisará atualizar seu código 6 vezes para apenas 1 alteração. Portanto, é uma prática muito melhor criar uma única função que execute a instrução uma só vez e faça referência a essa função sempre que for necessário.

Ou seja, se um código está executando a mesma instrução em 6 lugares diferentes, gerenciá-lo será uma verdadeira luta, mesmo para engenheiros experientes.

YAGNI: “Você não vai precisar disso”

O princípio YAGNI (“You Aren’t Gonna Need It”) é uma boa prática no desenvolvimento de software que afirma que os recursos só devem ser adicionados quando necessários. Afinal, o que você realmente precisará pode ser bem diferente do que você previu que iria precisar antes. 

O princípio ajuda os desenvolvedores a evitar o desperdício de esforços em recursos desnecessários. Mesmo que você esteja totalmente seguro de que precisará de um recurso mais tarde, não o implemente agora.

Leia também:
- O que é arquitetura de software e por que é tão importante?
- Boas práticas para contratar desenvolvimento de software de escopo aberto
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Por que estas boas práticas são consideradas como as ideais?

Para o desenvolvimento de softwares de qualidade é necessário dominar um conjunto de técnicas e conhecimentos que fazem com que o este processo se mantenha organizado e com crescimento constante. Quando utilizado de forma sustentável, esse conjunto de habilidades pode ser descrito como boas práticas.

Boas práticas são entendidas como “método ou técnica que tem consistentemente mostrado resultados superiores aos alcançados com outros meios e que é usado como referência”.

Em outras palavras, uma “melhor prática” é aquela que de alguma forma foi comprovada empiricamente como a melhor.

Por exemplo, imagine três maneiras possíveis de preparar frango: cru, mal-passado e totalmente cozido. Em geral, “totalmente cozido” é a melhor prática diante do número de incidentes de doenças. A razão pela qual essa definição pode ser chamada de ideal é que ela implica claramente que há uma maneira melhor de se fazer algo.

Logo, boas práticas de desenvolvimento de software são comumente conhecidas, aceitas e utilizadas por desenvolvedores porque potencializam a produtividade, a qualidade e a manutenção do código e, em geral, resultam em bom custo-benefício.

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Por que é importante adotar boas práticas de desenvolvimento de software?

Minimizam erros. Quando a equipe segue as práticas corretas de engenharia de software, elas reduzem as chances de erros. Essas práticas reduzem a incerteza e oferecem recursos de aversão ao risco.

Ajudam a fabricar softwares de alta qualidade. Com um processo padronizado, os desenvolvedores sabem o que precisam fazer para entregar os resultados mais desejáveis pelo cliente, seja no modelo Waterfall ou com metodologias ágeis.

Software mais barato. Ao reduzir o “acaso” no processo de desenvolvimento e a perda de tempo em atividades desnecessárias, gasta-se menos dinheiro.

Entregas pontuais. Adotar boas práticas em desenvolvimento de software permite que os desenvolvedores alcancem os resultados no menor tempo possível. Como todos sabem o que e como fazer, a construção do produto é mais rápida.

Softwares mais seguros. As melhores práticas e metodologias de desenvolvimento de software permitem que as empresas cumpram melhor as diretrizes de segurança e proteção de dados.


Regra dos 90/90: Quando você terminar 90% do projeto, os 10% restantes levarão o mesmo tempo que os primeiros 90%.

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Principais Métodos e Metodologias de Desenvolvimento de Software

Existem várias metodologias/frameworks de desenvolvimento para escolher, como Waterfall, Agile, Scrum e Kanban. No entanto, para alcançar os benefícios do Ágil, você precisará mudar a maneira como pensa e executa seus projetos de software.

Cascata/Waterfall

O modelo Waterfall divide o projeto em fases sequenciais lineares: cada conjunto de tarefas depende das entregas que vieram da etapa anterior. O progresso normalmente flui de cima para baixo, como uma cachoeira. 

Como o Waterfall exige uma grande pilha de requisitos em um projeto altamente estruturado e previsível, ele leva muito tempo e consome mais esforço do que deveria, tornando o projeto mais caro.

Scrum

Scrum é um framework e também um conjunto de práticas que melhoram a qualidade, velocidade e viabilidade financeira de projetos de software. Até mesmo o design do produto e o gerenciamento do ciclo de vida do software podem se beneficiar do Scrum.

Extreme programming (XP)

A XP é uma metodologia de desenvolvimento de software flexível destinada a melhorar a qualidade do software e tem capacidade de resposta rápida às mudanças nos requisitos do cliente. Como um tipo de desenvolvimento ágil de software, tem lançamentos frequentes em ciclos curtos de entrega, com o objetivo de melhorar a produtividade e acolher novos requisitos do cliente ao longo do ciclo de desenvolvimento.

Kanban

O Kanban serve para visualizar a quantidade de trabalho necessária para entregar um novo recurso e, em seguida, priorizar as tarefas até a sua conclusão. Nesse processo, os desenvolvedores supervisionam os relatórios de status do projeto. O valor de tal prática é que dá aos desenvolvedores uma big picture do status do projeto.

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Como a UDS aplica boas práticas de desenvolvimento de software

As boas práticas de desenvolvimento de software são parte da essência da UDS em soluções para projetos de desenvolvimento de software sob medida, web ou aplicativos mobile (nativos e híbridos), incluindo cores bancários, sistemas de missão crítica e alta disponibilidade (como streaming).

Acompanhe as etapas da nossa jornada de desenvolvimento de software:

Engenharia de Requisitos

A qualidade dos aplicativos está diretamente relacionada ao seu processo de desenvolvimento. Portanto, independente do tipo de projeto, a definição profissional dos requisitos proporciona o desenvolvimento coeso de uma solução que atende ou até mesmo supera todas as expectativas do cliente.

Na fase de Engenharia de Requisitos, descrevemos de maneira exata o comportamento de cada função do aplicativo, levando em consideração pontos como:

  • Características de ambiente: conectividade, dados, ambiente de uso.
  • As características do usuário: público-alvo e persona, seus comportamentos e objetivos.
  • Características dos dispositivos: memória, capacidade de processamento.
  • Características dos sistemas operacionais: melhores práticas para bom funcionamento do app Android ou iOS.
  • Integrações com outros softwares, disponibilidade de dados e APIs.
  • UI Super-User-friendly.
  • UX Design com a melhor sintonia com os sentimentos do usuário.


Boas Práticas e Qualidade de Código

O processo de revisão de código aplicado na fábrica de software é rigoroso, como explica Arthur Teixeira, Diretor de Projetos da UDS:

“Nosso fluxo de trabalho conta com dois níveis de revisão de código-fonte. Adotamos essa prática por preocupação com a qualidade e manutenção dos projetos. Com um desenvolvimento baseado em boas práticas, a futura evolução do produto digital se torna mais garantida, rápida e organizada.

O primeiro nível de revisão de código avalia clareza e organização da lógica. O segundo nível é realizado por um profissional sênior na tecnologia do projeto e são avaliados itens como segurança e otimização do que foi desenvolvido.

Há ainda um processo automático de integração contínua antes da revisão do time. Esse processo valida todo o código fonte utilizando métricas pré-definidas como base, tais como: percentual do código já coberto por testes unitários, code smells, vulnerabilidade e outros. Assim que aprovado, o código é integrado ao repositório de destino junto aos demais que já foram validados”.

Tais técnicas asseguram que a qualidade do código-fonte seja atestada a cada nova funcionalidade criada, aumentando a vida útil do produto digital.

Transparência e controle

Os times de análise da UDS monitoram o escopo a ser desenvolvido, assim como qualquer mudança necessária, e o Product Owner aprova toda e qualquer ação. Com isso, o cliente tem a garantia de flexibilidade e agilidade, sem surpresas ou atrasos nas entregas do projeto de desenvolvimento.

Todos os dados ficam sempre acessíveis, reforçando o compromisso em manter a transparência durante todas as etapas do projeto. Além disso, há contato diário entre a squad de desenvolvimento e o cliente.

Testes de qualidade

Nosso time elevou o nível de qualidade das entregas e projetos ao desenvolver e aplicar um aperfeiçoado crivo de testes, tanto automatizados quanto manuais.

Utilizamos device farms para simular o comportamento e a performance do aplicativo nos mais diversos tipos de devices e versões de sistema operacional.

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Erros em softwares custam milhões de dólares às empresas

Em 2021, o Citibank perdeu meio bilhão de dólares por causa de um sistema mal desenhado. Tudo aconteceu quando funcionários faziam pagamentos de juros a alguns credores de um cliente. No entanto, uma interface mal projetada do sistema os induziu a um erro caríssimo: em vez de pagar US$ 7,8 milhões de juros, os funcionários acabaram transferindo US$ 500 milhões.

As consequências foram mais do que bilhões perdidos. 

Em primeiro lugar, houve o custo direto de pagar aos desenvolvedores e engenheiros de software para resolver a bagunça.

Depois, houve tempo de inatividade, perda de dados e transações desperdiçadas. 

E, na sequência, ocorreu o dano à reputação da empresa.

Afinal, qualquer organização que sofre um erro de software como esse perde sua credibilidade com os clientes e o mercado, pois as pessoas perdem a confiança na própria marca e a evitam no futuro.

Há ainda uma consequência incontrolável para os clientes. Além das repercussões monetárias, erros em softwares também podem causar efeitos nefastos na segurança e privacidade das pessoas, vazando dados valiosos.

Daí a importância cada vez maior de seguir boas práticas de desenvolvimento de software, não apenas para assegurar códigos de qualidade e melhor documentação, como entregar um produto final livre de problemas. 

Além disso, estes princípios não só ajudam a racionalizar seu fluxo de trabalho, mas também poupam tempo e dinheiro.

Por fim, é importante dizer que o “projeto de desenvolvimento de software ideal” não existe. 

Cada um tem suas próprias características, funcionalidades, usuários, bugs, base de código e outros componentes. O objetivo de seguir as boas práticas de desenvolvimento de software aqui descritas é tornar os projetos mais consistentes e coerentes.

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Simone Marques

Jornalista, especialista em mídias digitais e estrategista de conteúdos de tecnologia na UDS.

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