“A diferença entre ter nenhum dado e um pouco de dados é imensa”. A frase é do dinamarquês Jacob Nielsen, um dos maiores especialistas em interação entre pessoas e máquinas, e representa bem o discovery de produto.

O discovery de produto, também chamado de product discovery (“descoberta de produto”, em tradução livre) é a estratégia para verificar a viabilidade de determinada solução digital. O processo tem sido utilizado por equipes de ux para identificação das necessidades dos futuros usuários.

Esse estudo, com a coleta de dados que promove, permite que a empresa pense de forma estratégica, conectando a visão de negócio com as necessidades de quem irá, de fato, usar o produto.

Contudo, como o product discovery funciona exatamente? E como pode gerar valor para a sua empresa? Saiba mais neste artigo:


Product Discovery

Desenvolver um software do zero não é tarefa fácil, pois o tempo e o custo de se codificar são altos. Logo, estratégias que levem as empresas a investir em soluções relevantes certamente diminuem riscos.

Muitos negócios falham ao criar soluções agradáveis, mas que não são relevantes para os usuários finais. Por isso, um product discovery bem feito pode entregar um produto que faça sentido ao cliente, captar oportunidades de negócio e economizar recursos para a empresa desenvolvedora.

Dentre as diversas fases de um discovery de produto, merecem destaque os estudos de UX (mapa da empatia, jornada do usuário), o planejamento de Wireframes, os protótipos e a validação.


Estratégias de Product Discovery

Pesquisa de mercado

As pesquisas de mercado são uma das estratégias mais tradicionais e conhecidas. Em resumo, são a coleta de dados, com a finalidade de captar oportunidades de melhorias, verificar o potencial do público-alvo e analisar a concorrência.

Dentre os diversos tipos de pesquisas de mercado, estão:

  • Pesquisa qualitativa e análise de grupos focais: utilizam técnicas de amostra para inferir dados sobre um grande grupo de pessoas.
  • Pesquisa quantitativa
  • Teste A/B: comparação entre dois produtos.

UX Design

Termo popularizado por Don Norman enquanto foi funcionário da Apple nos anos 90, UX é uma sigla para a expressão em inglês User Experience (“experiência do usuário”, em tradução livre). Ele se refere a um conjunto de estratégias para enriquecer a experiência do cliente, tendo como objetivo oferecer um design responsivo.

Em um estudo padrão de UX, toda a jornada do usuário é analisada. Ou seja, as ações executadas por ele antes, durante e depois da utilização do produto são olhadas minuciosamente. A equipe de UX também define uma persona (personagem fictício que representa um tipo de usuário) para nortear o projeto.

A persona é criada a partir de dados (entrevistas, Google analytics e pesquisas). A definição dela ajuda a trazer um grau de previsibilidade ao projeto. Além disso, acaba por constituir um foco para toda a equipe de UX e facilita os planos de ação.

Feito isso, é desenvolvido um mapa da empatia para entender as necessidades e as expectativas dessa persona. O time ainda define um Fluxo de Navegação, por meio de uma representação visual das interações da persona com o software.

Wireframe

Wireframe é uma ferramenta para testar um software ou site, sendo uma espécie de estágio anterior do protótipo. Ele pode ser eletrônico ou mesmo em papel.

É composto de elementos básicos do projeto: cabeçalho, rodapés, barras laterais e áreas de conteúdo. Ainda que não apresente todas as funções, já permite uma interação com o usuário.

Por ser facilmente modificável, o wireframe é uma excelente ferramenta para identificar erros com antecedência, definir a estrutura das informações e organizar ideias. 

No processo de desenvolvimento, os wireframes contam com a participação de futuros usuários e também do time de UX.

Prototipação

Nesta fase, é criado um protótipo. Ele será testado e validado por usuários com a finalidade de ser ajustado até a versão final. Após isso, o resultado será apresentado aos stakeholders e lançado no mercado.

O tipo mais comum de protótipo é MVP (ou “produto minimamente viável”), mas também existem os Mockups e outros formatos. 

Por ser algo tão importante e bastante utilizado pelo mercado da tecnologia, hoje, já existem ferramentas específicas para a prototipação. O Marvel e o Zeplin são exemplos de plataformas que facilitam o processo.


Formas do Product Discovery gerar valor.

  • Um Product Discovery bem realizado impede que a sua empresa invista tempo e recursos em um produto desinteressante para o público-alvo.
  • Permite que as decisões comerciais sejam tomadas baseadas em evidências e pesquisas.
  • Segundo Jim Johnson, do Standish Group, 64% das funcionalidades dos produtos não são utilizadas pelos usuários, a despeito do tempo e dos recursos investidos nelas.
  • Validação das ideias por meio da experiência com clientes reais.
  • O custo de alterar um produto durante o processo de Product Discovery (na etapa do wireframe, prototipação ou outro) é significativamente menor do que modificar um produto já disponível no mercado, o que poderia prejudicar a imagem da marca.
  • De acordo com uma pesquisa da Salesforce, falhas no lançamento nas plataformas de novos produtos variam entre 30% a 80%, e o Product Discovery pode reduzir as falhas com os processos de testagem e prototipação.
  • Reduz o risco de Technical Debt (quando o produto é lançado rapidamente porém com falhas técnicas): de acordo com a plataforma de SaaS VenturePact, para cada 1 dólar ganho em atalhos para liberar um produto rapidamente, podem ser gastos 4 doláres em refatoração.

Por tudo isso,trabalhar com o product discovery tende a fazer muita diferença no desenvolvimento de um novo produto para o seu negócio. Porém, para ter uma boa experiência com a metodologia, é importante ter o parceiro correto.


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